Sim é possível, conseguimos viver sem petróleo.

O barco a vapor é um dos transportes que os protagonistas do romance A Volta ao Mundo em 80 dias mais utilizam para fazerem a sua viagem.

No que diz respeito aos transportes marítimos, muito se tem evoluído.

A Knierim Yacht Club apresentou o primeiro iate catamaran movido unicamente a energia solar: chama-se PlanetSolar e poderá navegar a 8 nós – o que se traduz numa média de 13km/h. A criação é de Raphael Domjan e de Gerard D’Abouville, que estão a preparar a primeira viagem de circum-navegação ao mundo com o navio que utiliza 470 metros quadrados de painéis solares.

O navio mede 30m x 15,2m, tem autonomia de navegação até 3 dias, mesmo em escuridão total, e as baterias ficam totalmente carregadas depois de dois dias de sol com o navio parado. Os painéis solares, no seu desempenho total, podem armazenar 100 kilowats de energia. Sendo que são apenas necessários 20 para navegar, isto dá-lhe uma grande margem para funcionar correctamente durante a noite e quando o céu está nublado.

O grande objectivo deste projecto é a circum-navegação numa extensão de 40 000 quilómetros, promovendo as energias renováveis. Apesar de ter fins comerciais, o PlanetSolar procura a consciencialização para os problemas ambientais, passando uma mensagem de praticismo e optimismo. Ao pôr este navio a funcionar, a Knierim Yacht Club está a dizer ao mundo: sim é possível, conseguimos viver sem petróleo.

O catamaran fará paragens em diversas cidades mundiais – como Nova Iorque, São Francisco e Singapura – promovendo conferências e a discussão da optimização da energia solar pelo mundo fora. Os mentores do projecto criaram também a cidade do Planeta Solar, um museu composto por três esferas que promove o desenvolvimento sustentável.

Puro luxo aéreo

Phileas Fogg e o seu empregado conseguem viajar à volta do mundo usando transportes que existiam naquela altura – barcos a vapor, comboios, carruagens e até montados num elefante.

Hoje, um avião é capaz de sobrevoar o Atlântico em menos de três horas, e oferecer duche, cama dupla, sala de estar, escritório, bar e quase tudo o que se possa imaginar nos assentos do Linage 1000.

por Manuel Rodrigues

Empresas de armamento

O enredo, resumidamente, inicia-se com a história de uma nobre milionária indiana (Begum) que morre e deixa 500 milhões (acho que de libras esterlinas ou de francos) para seus dois únicos herdeiros: o professor Sarracin, francês, e o professor Schultze, austro-alemão. Depois de cada um sacar suas fortunas, ambos resolvem aplicar o dinheiro em empreendimentos científicos, construindo cidades-estado na costa oeste dos Estados Unidos. Sarracin constrói a “Cidade da França”, com planejamento urbanístico e sanitário que visa maximizar a qualidade de vida (e, em conseqüência, a produtividade do trabalho) de seus habitantes. Schultze, por sua vez, constrói a “Cidade do Aço”, marcada pelo culto à obediência, na disciplina e na hierarquia, investindo pesadamente na indústria aramamentícia e exercendo controle totalitário sobre seus domínios. Naturalmente, as cidades vizinhas tornam-se logo rivais, e assim o livro conta a história de Marcelo Bruckmann, um jovem alsasciano (leste da França), que é mandado para trabalhar na Cidade do Aço servindo como espião da Cidade de França. Cabia a Marcelo se infiltrar nas organizações burocráticas dessa cidade para descobrir as armas secretas que o maligno Dr. Schultze estava desenvolvendo para destruir a cidade da França.

Hoje, ao ler o relatório do Instituto Internacional de Pesquisas de Paz, de Estocolmo, Suécia, verifiquei que as maiores empresas de armas de guerra do mundo registaram 385 biliões de dólares em vendas em 2008, um aumento de 39 milhões de dólares em relação a 2007.

Deixo aqui o site para pesquisar.

69 dias

“É neste dédalo de ruas, de larguras e comprimentos iguais, um verdadeiro exército de mineiros meio nus agitam-se, conversam, trabalham sempre à luz das suas lanternas de segurança!…”

Júlio Verne, em Os quinhentos milhões da Begun

 

Os 33 mineiros presos a 700 metros de profundidade desde 5 de agosto em uma jazida no norte do Chile são os seres humanos que mais tempo permaneceram debaixo da terra depois de sobreviver a um deslizamento. Verifique como eles passaram as horas debaixo de terra.