Observando o Mundo!

A proposta de lei do PSD é muito próxima da avançada pelo PS. Governo evitou falar na redução para 10 dias

O secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins, estreou-se ontem na Assembleia da República com a apresentação da proposta de lei que vai reduzir de 30 para 20 dias as indemnizações por despedimento para os novos contratos de trabalho. 

Fonte: Jornal i

Observando o Mundo

A Moddy abriu uma guerra sem precedentes à economia europeia, contrariando todas as análises e recomendações que outros organismos históricos têm feito às políticas de controle das dividas soberanas pelos países respectivos. Depois da dívida Grega ter sido avaliada como lixo, veio Portugal e de seguida a Irlanda, falta agora saber quem vão ser os próximos alvos da Moddy´s até esta conseguir o objectivo fundamental que é a destruição do euro. Como neste mundo do dinheiro o que interessa é quanto os especuladores vão ganhar, a destruição do euro seria o el dourado de muitos especuladores, mas não só….

Curiosamente, os únicos que ficam de facto satisfeitos com estas inexplicáveis avaliações são os EUA que, com a fragilização do euro, vêm a sua oportunidade de dar a volta à sua própria crise económica.

Coincidencia, ou não, as avaliações  com que a Moddy´s tem brindado os diferentes estados europeus quase que parece uma acção concertada com os EUA.  Pois, tendo a Moody´s a sua sede na mesma rua que o FMI, não parece estranho que duas instituições tenham, por exemplo, interpretações diferentes da economia Portuguesa. Não será que 2+2=4?

Não é igulamente estranho que tenha sido, exctamente um dia depois do Governo Português ter apresentado medidas de austeridade, que vão para além da Troika, a Moddy´s ter baixado o rating da República Portuguesa? Sem ter esperado que os nossos Governantes aquececem as suas cadeiras? Porquê esta precipitação da Moody´s? Alguém explica?

Fonte: Estado da nação

Moody`s, avalia isto! O medo a nós não nos assiste! :)

 

Observando o mundo

No Corno de África, 12 milhões de pessoas passam fome. Há relatos de mães na Somália que se veem obrigadas a escolher os filhos para carregar até aos campos de refugiados. Deixam para trás os mais fracos, para tentar salvar os mais fortes. A alternativa é a morte de ambos.

Na Somália, a maior seca dos últimos 60 anos provocou um desastre humanitário e colocou 3,7 milhões de pessoas em risco de morrer à fome. Os médicos não conseguem evitar a morte de uma média de 50 crianças por dia.

Segundo revela a diretora do Programa Alimentar Mundial, Josette Sheeran, as crianças da Somália estão “em subnutrição avançada” e têm menos de 40 por cento de hipóteses de sobrevivência.

Mas o problema alastra-se ao Corno de África, onde 12 milhões de pessoas enfrentam risco de fome, se a comunidade internacional não se mobilizar de forma imediata. São necessários 200 milhões euros para enfrentar o problema nos próximos dois meses e mais mil milhões em 2012.

“Os efeitos da seca, da inflação e os conflitos provocaram uma situação catastrófica, que exige uma ajuda humanitária urgente e em massa”, alertou Jacques Diouf, diretor-geral da FAO, Fundo das Nações Unidas Para a Alimentação e Agricultura.

Numa reunião extraordinária, que decorreu em Roma, Diouf revela que na Somália, Etiópia, Djibuti, Sudão e no Uganda há um drama que pode atingir proporções sem precedentes.

Fonte: ptjornal

Observando o Mundo

Pelo menos 91 pessoas morreram na sequência de um ataque à bomba em Oslo e num ataque a tiro num encontro de jovens, confirmou a polícia norueguesa, que suspeita que os ataques possam ter sido levado a cabo por uma mesma pessoa: o norueguês Anders Behring Breivik, que terá ligações à extrema-direita.

Fonte: Público

Cartoon de Ruben L. Oppenheimer

O sonho Americano

Las Vegas, EUA

Durante o surto que se apossou de Las Vegas e dos seus subúrbios em 2004, construía-se uma casa a cada 20 minutos. Estas redes de subúrbios fazem com que seus residentes fiquem totalmente dependentes de seus carros, uma das principais fontes de gases de efeito estufa. Este estilo de vida contribui para aumentar o apetite do país por energia: as suas emissões de carbono são quatro vezes superiores à média mundial.  Embora os norte-americanos sejam apenas 5 por cento da população mundial.

Foto: Yann Arthus-Berthrand

Agentes de mudança

Em 1952, a Índia tornou-se o primeiro país a pôr em prática uma política de controlo da população. Nesta fotografia de Randy Olson, podemos ver imigrantes como estas mulheres indianas num festival sikn em Barcelona reforçam a estagnada taxa de crescimento demográfico da Europa. As decisões das mulheres jovens determinarão se a população global estabiliza ou não. A investigação mostra que quanto maior o nível de educação recebido por uma mulher, menor o número de filhos que provavelmente terá.

Um mundo de luz

Londres – Inglaterra

Alimentada a carvão, Londres tornou-se a maior cidade do mundo durante a revolução industrial, ponto de partida para o aumento da população da Terra. Os países ricos consomem um volume superior de recursos per capita, mas à medida que o rendimento global aumenta, o consumo poderá exercer maior pressão sobre o planeta do que o crescimento demográfico.

Fotografia de Janson Hawkes

Fervilhando de gente

Atravancada, por vendedores, peões e táxis, Calcutá palpita com 16 milhões de habitantes. Todos os dias chegam mais, oriundos de pequenas cidades. Em 1975, só três cidades tinham mais de dez milhões de habitantes. atualmente, há 21, sobretudo nos países menos industrializados. As àreas metropolitanas absorvam grande parte da população do planeta.

No final de 2011, segundo o Departamento de População da ONU, seremos sete mil milhões. Com a população a aumentar aproximadamente 80 milhões por ano, é difícil não nos sentirmos alarmados. Neste momento, na Terra há aquíferos em remissão, solos desgastados pela erosão, glaciares fundidos e populações de peixes quase extintas. Cerca de mil milhões de pessoas passam fome todos os dias. Dentro de duas décadas, segundo os demógrafos da ONU, em 2050, o total de habitantes poderá explodir até 10.500 milhões. Como funcionará o nosso planeta?

Chapéus da ilha da Páscoa

O significado das estátuas da ilha da Páscoa, no oceano Pacífico, com os seus chapéus encarnados, tem sido um desafio para exploradores, antropólogos e arqueólogos ao longo dos anos. Contudo, uma equipa de investigadores britânicos acredita ter descoberto a chave do enigma.

Colin Richards, da Universidade de Manchester, e Sue Hamilton, da Universidade College London, descobriram na ilha uma estrada que serviria para transportar as rochas encarnadas vulcânicas desde a sua origem até um local, nunca antes estudado, onde a rocha era trabalhada, conta o The International Independent. Aí, encontraram um machado, que terá sido deixado como forma de oferenda, o que para os investigadores, explica o carácter sagrado das estátuas.

Os chapéus das cabeças monolíticas eram um símbolo de prestígio. Na realidade, tratam-se de nós no topo da cabeça usados pela elite dos chefes nativos que se envolviam em lutas de poder. A construção das estátuas reflectia essa competição social, que se reflectia na construção de estátuas cada vez mais altas. Os investigadores julgam que os primeiros chapéus terão sido construídos no ano de 1200 ou 1300, altura em que terá havido um aumento do tamanho das estátuas na ilha da Páscoa.

Fonte: Diário de Notícias

Deslocação de uma cidade.

Kiruna – Suécia

“Kiruna é uma cidade do norte da Suécia (na Lapónia), com cerca de 19.000 habitantes e 23.000 em todo o município.

O nome Kiruna provém do idioma Sami Giron e significa “perdiz branca”, ave branca nativa das zonas setentrionais da Lapónia. Este ave é representada no brasão da cidade, junto ao símbolo do ferro. O ferro simboliza a indústria mineira, de vital importância para a economia da cidade.(…) A extracção de minério de ferro é a indústria principal da zona, sendo a cidade muito dependente da empresa mineira LKAB. Durante a Segunda Guerra Mundial, importantes quantidades de minério foram extraídas por via férrea até a costa leste, e dali até à Alemanha para apoiar a guerra bacteriológica.”

As minas de Kiruna, exploradas pela empresa LKAB são passado cem anos as maiores minas de ferro do mundo e empregam cerca de 1500 pessoas. Contudo, e ironicamente, o negócio que deu vida a cidade é o principal culpado pelo seu lento desaparecimento. A exploração do minério foi e é tão itensa que “as paredes de sustentação que seguram a cidade começam a abater” … a cidade literalmente está a afundar-se sobre si mesmo, não fossem as largas fissuras prova disso. “Dentro de 100 anos a cidade vai afundar-se nas entranhas da terra”.

Como encerrar a mina não era solução os habitantes e as autoridades decidiram-se “pela única solução: mudar a cidade de lugar”. Em 2004, decidiram então transladar o centro da cidade por problemas geológicos, “a mudança deverá ser feita ao longo da próxima década.”

Fonte: Arkitectos

A neutralidade da ciência e o partidarismo da política

Ao longo da história, todos os políticos – quer se tratasse de imperadores ou nobres, generais, presidentes ou ministros – estiveram no vértice do poder, da fama e da glória, mas também no centro de complôs, intrigas, esquemas e mentiras.

Nos países democráticos, nos quais os políticos devem cair nas boas graças do povo para chegarem ao poder, embarcam em promessas que muitas vezes não têm como cumprir para convencer a população de que são os melhores. Não passa um dia em que não tenham de enfrentar críticas e acusações dos seus adversários políticos e, por sua vez, também eles travam uma batalha violenta e incessante de troca de acusações, na qual a verdade e a mentira se misturam, a boa e a má-fé se confundem, mas onde cada um jura que está do lado da verdade e da justiça e insiste que o seu opositor é antes partidário da mentira e da infâmia.

O político militante, por muito sábio e equilibrado que seja, é sempre tendencioso nas suas posições e nas suas palavras.

No extremo oposto ao político, encontramos o cientista, que assume um tipo de mentalidade que o leva a procurar a verdade objectiva e que, para atingi-la, está disposto a renunciar à sua própria teoria, caso um outro cientista lhe demonstre que está errado. Este pode mesmo adoptar o ponto de vista oposto àquele que defendera caso se aperceba que outro investigador ou corrente fornece uma explicação mais adequada de um fenómeno.

Não importa se o outro cientista pertence ao seu partido ou à facção adversária, se vem da sua nação ou pertence a um país inimigo.

No clima de ódio feroz que reinava durante a Primeira Guerra Mundial, Eddington, cidadão inglês, demonstrou a legitimidade e os méritos da teoria de Einstein, um alemão.

Frequentemente, porém, a política e a ideologia conseguem ser bem sucedidas na partidarização da ciência, em determinados momentos da história. Tomemos como exemplo o nazismo, que condenou aquilo a que chamava de “ciência hebraica”, e o comunismo soviético, que pôs Vavilov na prisão, acusado de seguir a “genética capitalista”.

Hoje, consideramos este tipo de situações verdadeiras aberrações e ao cientista é possível manter-se à margem de disputas políticas. Mas fora do campo das ciências humanas, históricas e sociais, os grupos políticos têm comportamentos que resultam em sucessivos actos de discriminação e ostracismo.

No seu âmago, na verdade, a política é uma paixão absoluta, um vício como o amor, as drogas ou o jogo. O seu objecto de paixão é o povo, e o político chega a sentir-se ao mesmo tempo seu orientador, instrumento e escravo. E surge, então, nele uma energia ilimitada, uma segurança absoluta que o leva a dizer qualquer coisa, a legitimar qualquer meio ao seu alcance, a resistir a qualquer ataque que lhe seja feito.

É, pois, essencial para que melhor cumpram as suas funções, que os políticos tenham uma capacidade de autocontrolo extraordinária, de forma a não se atropelarem nem passarem por cima dos outros – partindo do princípio de que o conseguem…

Jornalista e sociólogo

Francesco Alberoni

Raparigas Nuas a Ler

Há dias contava ao Gui que nos tempos do império romano, existia umas bibliotecas/livrarias em que as leituras públicas eram ousadas. Raparigas todas nuas e com prática de leitura, liam para os utilizadores e, é claro, que estava reservado à elite intelectual frequentadora destes locais.

Hoje ao ler o jornal encontro o seguinte tema: “Elas combatem o analfabetismo de peito aberto”, interessante, quem sabe, qualquer dia convidam-me…

 escrito por Manuel Rodrigues

Aqui deixo a noticia do Jornal i.

“Estão mesmo nuas. Não estava nada à espera.” A reacção é dos participantes de uma sessão de leitura de contos infantis, poesia e ficção científica quando se deparam com uma fila de mulheres sem roupa a declamar. É que quando pensamos numa sessão de leitura nunca a visualizamos tão arejada. O que nos vem à cabeça é uma biblioteca enorme, com um silêncio sepulcral e pessoas com óculos na ponta do nariz e voz de rádio. Nada mais longe da realidade. Quem vai assistir a uma sessão das Naked Girls Reading (Raparigas Nuas a Ler) encontra um grupo de raparigas de livros na mão, saltos altos e mais nada. Mesmo mais nada. Roupa? Nem vê-la. 

 

 

“Quem nos vem ver adora. Não sabem muito bem o que esperar, mas recebem um espectáculo à altura do que pagam [cerca de 20 euros], o que é gratificante. Eles ficam entusiasmados com a literatura e com mais vontade de ler”, explica-nos por email a fundadora do grupo, Michelle L”Amour. Será este o melhor remédio para quem não tem paciência para ler?

Burlesco

O objectivo do clube era muito simples: “Criar um salão para estimular as pessoas em muitos níveis, com mulheres bonitas, literatura bonita e uma atmosfera bonita”, diz Michelle ao i. A ideia da stripper do burlesco e do escritor e fotógrafo Frank Vivid tornou-se realidade há um ano e meio, em Chicago, nos EUA.
A primeira sessão foi no “Studio L”amour”, de Michelle, mas o clube literário já chegou ao Canadá e está espalhado por várias cidades norte-americanas, como Los Angeles, Nova Iorque ou Dallas. “Estamos a tentar chegar ao Reino Unido, mas há alguns problemas legais.” Provavelmente por estarem nuas num local público, acrescentamos nós.
No menu literário das cinco meninas – além de Michelle, fazem parte do clube veterinárias, designers e bibliotecárias – estão livros como “O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde”, de Robert Louis Stevenson, “Diário de Anne Frank”, “Lolita”, de Vladimir Nabokov, “Onze Minutos”, de Paulo Coelho e os livros de D. H. Lawrence e Anaïs Nin. As sessões são abertas ao público, mas têm o limite de 120 pessoas. Coisa pouca. Mas se por acaso está a pensar em inscrever-se para ser uma das jovens a ler sem roupa, não é fácil. “Nem toda a gente pode ler. Temos ensaios e muitas reuniões antes da sessão. Mas as mulheres adoram. Durante a sessão sentem-se livres e mágicas. É uma óptima experiência partilhar algo de que gostamos de forma apaixonada com uma audiência atenta”, explica Michelle.
Mas a dúvida persiste. Quem vai a uma sessão destas liga alguma coisa à literatura?

“Acho que as pessoas estão atentas às duas coisas. A minha reacção preferida no público é quando as pessoas ficam espantadas por estarmos mesmo nuas. Rimo-nos imenso. É que está no título.” O fenómeno já foi baptizado de genial e a “Time Out” nova-iorquina profetizou que a moda ia pegar. Michelle deixa o aviso: “Sabemos que os italianos gostam. Se calhar um dia destes ainda vamos a Portugal.”

Um novo capítulo na história do Cáucaso.

Hoje, da janela do Quarto, fui ver como está a construção da linha de caminho-de-ferro que rompe através do Cáucasso, de Baku (Azerbaijão) a Kars (Turquia).  Pelo que li terminará em 2012, só falta ligar Akhalkalaki (Geórgia) a Kars (Turquia).  O caminho-de-ferro transformará o Cáucasso Meridional num corredor para o comércio Oriente-Ocidente. A vizinha Arménia foi propositadamente posta de lado.

O vídeo mostra a comemoração do projeto em 2008.

por Manuel Rodrigues

Da janela do meu quarto

Golden Gate, San Francisco,California, EUA.

Se um diretor cinematográfico reproduzisse fielmente o processo cronológico da história da Terra num filme colossal de cem horas de duração, o homem só apareceria no écran nos três ou quatro últimos minutos. Toda a história da humanidade desde Jesus Cristo passaria durante um segundo e meio. Por certo, este filme daria ao homem mais humildade.