
Nome: A Filha do Capitão
Autor: José Rodrigues dos Santos
Editora: Gradiva
Páginas: 629


Embora revelado em 1952 com A Porta dos Limites, Urbano Tavares Rodrigues chegou à maturidade com este romance fulcral no conjunto da sua obra: situado no Baixo Alentejo, contando-nos a história de Irisalva e do seu trágico amor por Delfino Frreire – mais tarde castrado por Arménio, irmão de Irisalva, num ato de extrema violência, para lavar a honra da família – , Bastardos do Sol ultrapassa o contexto social e político alentejano, que serve de pano de fundo, ao interrogar todo um quadro de relações familiares assente no patriarcado tradicional, e ao descer até às motivações obscuras de cada ser humano, aos seus dilemas existênciais, aí se destacando a força que emana de Irisalva, pouco a pouco liberta de coacções e cada vez mais senhora do seu destino. Afanstando-se do neo-realismo (com o qual mantém afinidades ideológicas), este livro vale também pela sua escrita atenta à interioridade das personagens.por Fernando Pinto do Amaral
Esta história já foi traduzida para diversas línguas e por causa dela, muitos ingleses já deram a volta ao mundo.
Do seu esconderijo escuro, Nina ouve a discussão entre o pai e os homens que vieram para o matar. Depois a violência toma posse da situação e apenas a morte parece reinar. Mas quando um dos assassinos abre o alçapão e encontra Nina, acaba por decidir esconder a sua presença e fingir não ter visto ninguém. Este acontecimento marcará a vida de ambos e o que farão depois… até que, passado muito tempo, se voltam a encontrar.
Eurico, o Presbítero” trata-se de um romance histórico, escrito por Alexandre Herculano, de que foram publicados alguns excertos nas revistas O Panorama e Revista Universal Lisbonense, e editado em volume em 1844. Tendo como cenário a época de desagregação moral e política do fim da monarquia visigótica na Península Ibérica, o autor aborda o problema ético-religioso do celibato, através da personagem central de Eurico, antigo gardingo tornado presbítero de Carteia por causa do amor impossível que nutria por Hermengarda, irmã de Pelágio, autor de hinos inspirados por Deus e pela Pátria.
Vamos dar início a mais um l(v)er, agora com: A viagem ao centro da terra, de Júlio Verne.
Vamos dar início à leitura do romance: Os quinhentos milhões da Begun, de Júlio Verne. Este romance foi publicado em 1879. Júlio Verne nesta obra demonstra a sua preocupação sobre a ciência nas mãos certas ou erradas, retratando duas personagem de grandes conhecimentos científicos com fundos ilimitados, mas com duas visões bastante diferentes para a sua aplicação.
Terminada a leitura do romance Fúria Divina, vamos dar início a mais uma partilha. O romance que vamos l(v)er é do autor Ian McEwan, o sonhador.
obedece aos requisitos do romance tradicional, na medida em que os acontecimentos têm lugar no mundo subjectivo do narrador; o narrador é, à semelhança da personagem central de Crime e Castigo, um ‘mostro de arrogância intelectual’; apesar de não existir no romance uma referência explícita ao problema da escrita e da criação literária, ele tem subjacente uma concepção de arte.É igualmente justa a observação de Auster sobre a arrogância do narrador de Fome, a lembrar a megalomania de um Raskolnikov. A arrogância manifesta-se sobretudo em gestos estúpidos, mediante os quais o narrador mente sobre a sua situação. É aliás notável a forma como Hamsun consegue escrever como se evitasse suscitar qualquer sentimento de compaixão. Do mesmo modo, trata o tema da fome sem recorrer a uma contextualização política, permitindo assim que o indivíduo se eleve acima da história.






