Isto, digo eu…

O novo visual no Quarto renova as emoções, apela às férias, à praia, ao convívio com os meus amigos e à despreocupação com as horas. Mas ainda falta um pouco, para já, é bom olhar para o blogue e sentir que estamos perto desses curtos dias de descanso.

Na imagem de fundo podemos ver a cidade pintada de verde – gosto da ideia – transmitindo um apelo às novas gerações para a promoção da conservação e recuperação do meio ambiente. Cada vez mais verifica-se que nem só das novas tecnologias e do betão vive o homem, mas também do contacto com a natureza. Existe uns intelectuais que dizem que um dia voltaremos à agricultura biológica e a um modo de vida mais rural. No entanto, sei que não é pelo homem que se conseguirá esse ideal. Apesar disso, existem esforços para conseguir preservar e estudar a natureza, como é o caso da algoteca em Coimbra. Algo… quê??? Sim, o nome parece estranho, mas é um verdadeiro jardim botânico microscópico, o maior do mundo, fundado em 1972. E sabem o que há lá? Algas! Muitas algas. Conta-se aproximadamente com “quatro mil estripes e mil espécies em cultura”. (António Luís Campos: 2012)  

O meu interesse por esta revolução das algas é apenas como apreciador da obra criativa, e sabendo da existência de uma base de dados, relativa à colecção de microalgas disponível online, fui ver esses organismos.

 A aplicação das algas como fonte energética, farmacêuticas, médicas, cosméticas ou alimentares é um tesouro que foi legado aos homens. Isto, digo eu… que algas tive muitas no aquário.

Veja -»Colecção de algas

foto, Micrasterias radiosa
por Manuel Rodrigues

Isto, digo eu…

Não tenho dentífrico preferido, compro o mais barato ou aquele que está mais à mão. Por agora uso a pasta de dentes Colgate Max Fresh com cristais refrescantes.
Esta empresa –  Colgate-Palmolive –  norte-americana é um exemplo de sucesso graças à visão de um jovem com apenas 23 anos que estabeleceu um pequeno negócio de sabões, gomas e velas em Nova Iorque em 1806.
William Colgate simplesmente olhou à sua volta e viu que o sabão era feito em casa, passou então a fabricar grandes quantidades e a vender com um preço acessível. Conquistou os consumidores!
A sua primeira exportação de sabão e de detrítico foi em 1913 para a Inglaterra, e nesse ano, os portugueses lavavam os dentes (os que lavavam) com um pó que vinha em potes. Ora, com a vinda do gel foi uma inovação fantástica.
A empresa Colgate-Palmolive aposta na inovação e basta ver o site para ver a diversidade de tipos de dentífricos, por exemplo: branqueadores; pró-alívio; anti-tártaro; herbal; frescura avançada, e muito mais… é à escolha. Aliás, eu até acho que devia existir uma menina formosa nos hiper-mercados a dar conselhos aos consumidores que tipo de dentífrico se adequa aos seus dentes. Isto, digo eu…  
Cartaz de 1920

por Manuel Rodrigues

Isto, digo eu…

Angela Merkel estava precisamente a sentar-se numa das mesas do encontro político quando um empregado deixou cair o tabuleiro com cinco copos de cerveja em cima da chanceler alemã.

Apesar de inicialmente ter manifestado algum desagrado face ao sucedido, a chefe de Estado reagiu tranquilamente ao incidente e prosseguiu com o evento, oferecendo um brinde aos presentes.

O empregado de mesa, um jovem chamado Martin, disse posteriormente ao jornal ‘Bild’ ter ficado muito envergonhado com o que aconteceu. “Uma colega minha estava encarregue de servir a mesa de Angela Merkel, mas pediu-me para a substituir, uma vez que estava muito nervosa”, revelou.

Martin confessou que, perante o sucedido, não conseguiu conter-se e deixou escapar um palavrão. “Fui empurrado pelas costas e tentei segurar os copos, mas foi tarde demais. Gritei ‘m***’ muito alto”, revelou ainda o protagonista do caricato incidente.

fonte: Correio da Manhã

Na teoria da conspiração diria que tudo foi combinado, há quem grave no telemóvel a cena como se já soubesse o que iria a acontecer, há um tipo que dá um toque subtil na bandeja no momento que o empregado serve à mesa, enfim, o certo é que este senhor fez o que milhões de europeus gostariam de fazer, dar um autêntico banho de cerveja à senhora Merkel. O que achei curioso foi que a Merkel reagiu como se nada fosse, brindou o pessoal da mesa e toca a emborcar uma cervejola. Ora, se este acidente se desse com a grande maioria das pessoas, pelo menos tirava o casaco, mas não, a Merkel dá apenas um toque no cabelito para compor a postura… Isto, digo eu, que a srª até gostou, devia de andar com calores e assim arrefeceu um pouco. 

por Manuel Rodrigues

Isto, digo eu…

É devastador saber que 300 crianças morrem por hora em todo o mundo e 500 milhões ficarão com sequelas físicas para o resto da vida. Mas é a realidade anunciada pelo relatório (2012) da organização não governamental Save the Children. Para quem tiver a oportunidade de ler este relatório verificará que não é feito só de números, mas também de relatos de pessoas a viver na extrema miséria. Não é fácil de digerir isto, e muito menos para quem presta serviços voluntários em países como a Tanzânia, Nigéria, Índia entre muitos outros. Bem sei que os gregos e muitos outros países estão em protesto contra medidas de austeridade, mas pondo os olhos nesta realidade, nesta gente que nem força para gritar têm, que nem nas noticias aparecem. Só se fala de Gregos e da Troika. Há, e da recandidatura de Sarkozy… Isto, digo eu…

por Manuel Rodrigues

Isto, digo eu…

Um dos grandes filmes que um dia deste quero rever é o Forest Gump. Ainda me recordo de uma frase: “ A minha mãe sempre me dizia: a vida é como uma caixa de bombons. Nunca se sabe o que vai encontrar.”. Em certa parte concordo com a expressão, a caixa pode ser muito bonita, mas ao abrir estar lá bolinhas de esterco. Na parte que não concordo, é com a própria natureza da analogia, porque a vida é muito mais incerta que propriamente a abertura de uma caixa de bombons.

Por isso não fiquei muito surpreendido em saber que a Nestlé estava a focar-se em dois novos produtos afim de os lançar no mercado: alimentos para animais de estimação com poucas calorias. Ou seja, tem se vindo a verificar que os gatos e os cães estão obesos. E isso preocupa os donos, e isto gera negócio, porque à procura! Não retive a curiosidade e fui dar um salto à agência Euromonitor e espanta-me a expectativas para o enorme crescimento neste negócio.

Não estou minimamente a dizer que os animaizinhos não comem alimentos de dieta ou que os seus donos são “tótos” se um dia comprarem tais produtos. Lamento é de ver imagens de crianças subnutridas e a morrer em quase todo o mundo, mesmo em países ricos.

Agora concordo, para evitar o excesso de peso dos bichinhos de estimação, que se taxe um imposto especial, para reverter às crianças subnutridas, sempre dava uma ajuda a reduzir a fome. Isto, digo eu…que não tenho cães nem gatos, por enquanto…

por Manuel Rodrigues

Isto, digo eu…

Hitler tornou-se um pop star! Talvez seja a pessoa depois de Jesus Cristo mais mediatizada. Dá documentários aos “montes” em diversos canais, fazem aos “pontapés”publicidades com a imagem dele, há músicas, há muitos vídeos no youtube em português: Hitler enfurece-se ao saber do buraco das contas da Madeira, Hitler enfurece-se com a participação dos homens da luta no festival da canção, etc. Agora, rebenta a polémica na Alemanha de uma editora querer publicar o livro, Mein Kampf.

Hitler teve e tem sucesso, mas é de admirar todo este interesse à volta de Hitler?

Quem quer perceber as razões sempre encontra uma resposta, quem não quer perceber arruma uma desculpa que terá a ver com a necessidade de tentar compreender o incompreensível. Isto, digo eu…

por Manuel Rodrigues

Isto, digo eu…

Na boca dos portugueses só se fala da crise, e não é de admirar, pois todos os dias ouvimos por parte do Governo e da Troika que mais cortes são necessários para se sair da crise financeira. Agora, é no setor privado. A Troika recomenda cortes salariais no setor privado “a fim de melhorar a competitividade dos custos de mão-de-obra”. Pelo que sei, tanto a Constituição como o Código de Trabalho proíbem as empresas e os empregadores de reduzirem a retribuição mensal, no entanto, dizem que não há alternativa. 

O Quarto das Maravilhas deixa uma dica para evitar a ruína da Segurança Social. Na Suíça, é fixado um teto máximo da reforma que são 1700 euros. E assim, sobra dinheiro para distribuir pelas pensões baixas. Isto, digo eu…porque na Suíça também há médicos, advogados, políticos e gestores, mas diferente de Portugal, as suas reformas vão até 1.700 euros.

por Manuel Rodrigues

Isto, digo eu…

Há alguns dias coloquei um vídeo no Quarto sobre a ignorância duma “residente” na Casa dos Segredos, que disse que África  é um país da América do Sul. Deu para rir, e diga-se de passagem que até me parece anedótico ou feito intencionalmente para fins publicitários. Contudo, a SÁBADO fez um teste básico a 100 alunos de várias universidades de Lisboa os quais não fogem muito que a ignorância é generalizada.

Para mais, ler os comentários deste vídeo colocado no Youtube é hilariante. Há rapaziada a dizer isto “Li uma noticia que diz que os estudantes no video vão levar a jornalista que fez isto a tribunal. Um deles diz que das 20 perguntas que lhe fizeram apenas colocaram no video a única que errou e segundo o próprio corrigiu logo de seguida mas tal não foi mostrado no video. Pelo que parece este é um caso de “pesca” de noticia, ou seja, manipulação para mostrar algo que não corresponde totalmente à verdade.”

Que existe manipulação jornalística é certo, aliás, esta semana que está a decorrer tenho estado em formação sobre Direitos de Autor e dos Direitos Conexos (na Avenida Morais Soares, Lisboa), e manipulação de Imagem é ilegal. Mas estes argumentos os futuros doutores até sabem, agora assuntos sobre: “artes não é comigo” “política não é comigo” “Cinema não é comigo” “Informática não é comigo” “Tudo o que tem haver com religião não é comigo” “Cultura Geral não é comigo”. Então será o quê? Até compreendo que existe muita coisa que foge do seu campo de especialização, mas, uma coisa é certa, dizer as coisas mais idiotas, do género: “Quem é a chanceler alemã? Mel Gibson.” Epá!!!!!!! Tenhais pena deles Senhor. Isto, digo eu que até tirava 21 a Matemática, mas fiquei com 14, e já não foi nada mau.

por Manuel Rodrigues

Isto, digo eu…

Já ouviram falar da Comissão Creel? Tomei conhecimento desta comissão quando me passou pelas mãos um livro de um autor (Noam Chomsky) que não tem contemplações e não hesita perante o que considera imoral e perigoso. Pois bem, fiquei a saber que esta comissão governamental conseguiu, no espaço de seis meses, transformar uma população pacifista numa população histérica e fomentadora de guerra, que queria destruir tudo o que fosse alemão, despedaçar os alemães, ir para a guerra e salvar o mundo. Imagine! Mesmo à Capitão América. Esta foi a primeira operação de propaganda no governo de Woodrow Wilson, que foi eleito presidente em 1916 sob o lema de “Paz sem Vitória”. Estava-se exatamente a meio da Primeira Guerra Mundial, e o povo americano não se queria meter com os problemas da Europa. Mas com muita coisa inventada pela propaganda do Estado lá conseguiram “orientar o pensamento da maior parte do mundo” e funcionou. Funcionou muito bem, que Hitler aprendeu, bem como muitos outros, a lição. Isto, digo eu… lá que Thomas Woodrow Wilson ganhou o prémio Nobel da Paz em 1919, lá isso ganhou.

por Manuel Rodrigues

Isto, digo eu…

Costumo todos os dias, lá pelas dez e picos, ouvir na Antena 1 o professor Júlio Machado Vaz. Os temas anda à volta de hábitos, costumes da sociedade e do indivíduo em particular, não obstante, hoje, um aluno veio ter comigo ao gabinete e deu-me esta fotocópia que aqui partilho convosco. Isto, digo eu… que até dispenso correr!

Isto, digo eu…

O texto diário de hoje tem ocupado o meu pensamento. Esse texto contém uma citação bíblica de Romanos 12:21 e um breve comentário interpretativo. Ao ler fui conduzido a uma pergunta de Como vencer o mal com o bem? Aliás, o texto garante: “Não te deixes vencer pelo mal, porém, persiste em vencer o mal com o bem”, ora, como podemos nós vencer o mal, se o maior inimigo é Satanás? A própria bíblia responde como fazer e curiosamente fiquei perplexo da “facilidade” como conseguimos o vencer. Sei que muitos dos meus hóspedes – no momento já somaram 50.711  são pessoas informadas sobre estes assuntos e daí, deixar-lhes o escrutínio e o desafio de fazerem a relação que é “proposta” no comentário ao texto bíblico.

Como disse no início, tenho pensado sobre o assunto, e a minha refleção vai no sentido do impacto das palavras. Segundo o politólogo António Costa Pinto, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa, “o impacto das palavras, na política é, curiosamente, cada vez menos importante”, tudo tem afinal a ver, diz ele, “com a percepção”. Ele deu um exemplo do político Álvaro Cunhal, na sua opinião ele perdia repetidamente os debates políticos com os seus opositores, mas se perguntarmos a um eleitor comunista no Alentejo ele será da opinião de que o líder do PCP ganhou todos os debates em que participou. Ou seja, a qualidade e a substancia da oratória aqui pouco importa.

O escritor Mark Twain disse algo do género que devíamos fazer um esforço de parar de comunicar para ter uma conversa. Não obstante, se os meus amigos forem suficientemente interessados na importância das palavras, leiam por favor o texto diário de hoje. Isto, digo eu… que a palavra comanda a vida!

por Manuel Rodrigues

Isto, digo eu…

Hoje, escreve-se sobre tudo, ou quase tudo. Espanta-me alguns temas expostos nas livrarias, e de como esses mesmos temas possam ter leitores, como é o caso entre muitos do livro Kamasutra do Sexo Oral. Mas mais me espanta é a sinopse para despertar a curiosidade, ora veja: “Esta investigação profunda, baseada em textos rigorosos…” . Investigação profunda? Mas, mas que investigação? De que os chineses  no século troca o passo antes de cristo faziam sexo oral? De que os gregos faziam sexo oral? Que o tugas faziam sexo oral? Mas, mas é preciso ler para saber isso? Tem interesse mesmo para quê? Ensina 1001 maneiras de fazer sexo oral? Uiiiii, é que de fato, é coisa que só pela dimensão da criatividade e diversidade já dá para entender logo que é deveras uma obra de genialidade.

Mas o sexo sempre foi atrativo, já em 1745, o grande sábio francês Pierre-Louis Moreau de Maupertuis escreveu um livro sobre a história natural da procriação – sobre como vários animais o praticam. Evidentemente, que este senhor tinha muito para escrever, mas um livro com 220 páginas sobre Sexo Oral apenas na espécie humana é de ficar empolgado ao ler. Isto, digo eu…

por Manuel Rodrigues

Isto, digo eu…

Para que não fique nenhum “santo” esquecido é celebrado a 1 de novembro uma festa em honra a todos os “santos” e mártires e conhecidos e desconhecidos e…ninguém se ofende. Bem, ninguém se ofende não é assim tão certo! Hoje, pelas 22:00 toca a campainha e logo de seguida é me atirado,por um bando de jovens, castanhas que acertam nas portadas da minha  janela. Não teve piada, mas pelo que percebi é um novo modo de pedir o pão-por-deus. Ou melhor, é um estilo adaptado aos valores da nossa sociedade do século XXI. Os putos já não pedem (como de costume) pão, bolos ou frutos, agora lançam castanhas ou pedras e fogem. Mas um caso não é modelo, e que os putos tem bons/maus exemplos dos adultos, lá isso têm! 

Não obstante, se no dia 1 de novembro se se recorda o testemunho de fé, no dia seguinte celebra-se os defuntos, o que sinceramente me parece exatamente tudo o mesmo, um é dos mártires e o segundo é dos mártires. Não se estranha, entranha-se.

Estranho mesmo é haver um roteiro de viagens por cemitérios para explorar o património arquitetónico, artístico ou para ver as campas de personalidades, que mesmo mortas e enterradas, continuam tendo fãs, como por exemplo o Cemitério de Highgate em Londres.

O turismo cemiterial está a ganhar atração, vai-se visitar, faz-se piqueniques neste local apetecível e quem lá vai com a família passar um dia é sinal que está vivo. Isto, digo eu… que me tocam pela segunda vez à campainha no momento em que escrevo estas últimas linhas. E que tal convidar a rapaziada a uma visita sem guia ao cemitério? 

por Manuel Rodrigues

Isto, digo eu…

Esta fotografia toca-me no coração. Num ferro-velho em Katmandu, Nepal, o fotógrafo Chan Kwok Hung viu estas crianças junto com a sua avó a procurar sucata para vender para terem dinheiro para comprar comida. Mais de um terço dos 12,6 milhões de crianças no Nepal vivem no linear da pobreza de acordo com o relatório de 2010 da UNICEF.

Enquanto para uns, dinheiro é coisa que não falta, nem que seja necessário pintar o cabelo num tom louro entre o amarelo icterícia tipo Tina Turner, e dá cá 50 mil euros. Isto, digo eu… que até PAGO  – shampo- para não me cair o cabelo. 

por Manuel Rodrigues

Isto, digo eu…

Esta semana estou a participar no Palácio Burnay sobre as potencialidades da comunicação pública da ciência e da tecnologia das Instituições de Ensino Superior. Compreender as diferenças entre a comunicação tradicional e a comunidade institucional no âmbito da Web 2.0. Discutir e avaliar a importância da integração das redes sociais na estratégia de comunicação das instituições de ensino superior, e da introdução das ferramentas de trabalho colaborativo na gestão da comunicação interna das instituições no âmbito da Web 2.0.

Este filme que partilho com os caríssimos hospedes, “We All Want to Be Young” é o resultado de diversos estudos realizados pela Box 1824 nos últimos 5 anos sobre o comportamento dos jovens.

É interessante verificar a lifestyle desta nova geração Millennials, que mostra uma juventude mais pluralista da história, e também mais ansiosa. Isto, digo eu…que não basta ser bom, é preciso que se veja que é bom!

Isto, digo eu…

Já por algum tempo tenho vindo a interessar-me por assuntos sobre as evidências ou não da existência de Deus. Um das conclusões que tenho chegado é que o inimigo do conhecimento e da ciência é a irracionalidade, não o conteúdo da Bíblia. Imagine caro hóspede um rato. Para o rato o queijo é simplesmente queijo; é por isso que as ratoeiras funcionam. Será que não valeria a pena pensar, alguma vez, num sentido completamente diferente, fora do habitual? É certo que parece que na nossa época a questão de Deus passou de moda. A esperança de muitas pessoas já não se volta para uma vida eterna quer seja na terra ou no céu, ou de outro modo. As pessoas estão antes viradas para o pagamento das suas contas, do aumento de custo de vida, da injustiça social dos cortes na função pública versus privados. Ou seja, o mundo dos bens lançou as suas iscas, e as pessoas, como seres necessitados e dignos de também terem um “ferrari”, orientam-se pelas promessas da sociedade de consumo, na qual vence aquele que morre com o maior número de conta bancária. Tirando este tapete, o povo “chora” e fica sem esperança, ou melhor, o mundo aparece como um labirinto e a vida como um escorrega para o nada.

Este desabafo surgiu quando li na bíblia em Provérbios 19:8 (Linguagem de Hoje) o sábio esclarecimento “Quem obtém entendimento é porque procura cuidar com inteligência do seu próprio ser, e quem mantém a sua razão esclarecida prosperará.”  Ora aqui está uma grande verdade, muitas pessoas não impõem regras – sendo um principio basilar; a verdade – ao seu pensamento, estando dispostos a levar a crença em Deus como os números do euromilhões – quem jogar está habilitado – como se de sorte trata-se . Isto, digo eu…que de promoções irracionais está o supermercado cheio.

por Manuel Rodrigues

Isto, digo eu…

Estou quase a terminar a série 4 da Galáctica e devo dizer que há quase um ano (ou até mais) venho familiarizando com os personagens. Mas mais do que isso, a série faz-me refletir sobre a questão ética, do valor da vida humana face ao de uma máquina, sobre as funções dos robots nas futuras sociedades humanas. Em todas as séries da Galáctica o tema principal confronta o espectador: “Quando, por fim, já não for possível distinguir um ser humano de uma máquina, o que importará que estejamos a interagir com um ser humano ou com uma máquina? Poderá um cylon ter o mesmo valor que de uma pessoa? Isto, digo eu…se fosse o caso de não conhecer o propósito do Criador.

por Manuel Rodrigues

Isto, digo eu…

Dante puniu os cismáticos desmembrando-os no inferno, aplicando-lhes um castigo físico correspondente aos seus crimes ideológicos. E são muitas as ideologias que tornam o nosso mundo complexo. Algumas fronteiras são explícitas e permitem distinções claras e bem definidas, outras são obscuras e indefinidas. E estas últimas nos deixa com uma sensação de vazio embora exista muito palavreado.

Numa crise como esta em que nos vemos a empobrecer, em que os sinais do cavalo descurado faz sentir o receio de caírmos no desespero, penso que é mais do que oportuno – hoje – de refletir se a ideologia política segue uma via única; condenar a humanidade ao fracasso. Isto, digo eu… porque o nosso mundo intelectual se regozija na continuidade, até um dia serem castigados pelos seus crimes ideológicos!

por Manuel Rodrigues

Isto, digo eu…


Crepidula fornicata desperta a curiosidade de qualquer pessoa. A mim despertou! Por quê? Bem, acontece que as crepídulas formam agregados em que as mais pequenas se encontram empilhadas nas maiores, chegando, por vezes, a serem mais que uma dúzia. No topo (os mais pequenos) estão os machos, enquanto os maiores, que os sustentam, são as fêmeas. Ora meus caros hóspedes, a curiosidade vem agora. Se pensam que os machos do topo poderão estar reduzidos a uma vida de homossexualidade compulsiva por virtude da sua separação da fêmea mais próxima, então estão enganados! O seu pénis é bastante mais longo que o corpo e pode facilmente circundar uns quantos machos para chegar às fêmeas situadas mais abaixo.

Isto, digo eu… pois a C. fornicata faz de fato juz ao seu nome.

por Manuel Rodrigues, com auxílio de Stephen Jay Gould

Isto, digo eu …

Ontem ao olhar para as prateleiras dos sumos, vi um rótulo de uma garrafa que me chamou a atenção. Peguei nela e comprei. Hoje, examinei com cuidado a obra de arte e a ousadia desta campanha publicitária da bebida B! Frutos dos Bosques.

Segundo a empresa esta campanha é “inspirada na situação actual do País (…) encarando a crise com uma atitude positiva e pró-activa”. É de elogiar esta inciativa por parte do diretor de marketing da Sumol+Compal, não só é para mim o melhor rótulo que alguma vez já vi, como, e mais importante, o plano B! Contra a crise materializa-se na criação de uma bolsa de empregos” numa plataforma online em facebook.com/oladodavida.

Isto, digo eu… bebe B! dos Bosques a ver se a crise dá de frosques!

por Manuel Rodrigues