Arquivo da Categoria: Geografia no quarto
Nova Iorque – Londres 7 dias

Final Feliz
Embora talvez pareça que a história de Verne teve um final feliz graças à linha internacional de data, na verdade ela não existia na sua forma atual quando o famoso livro foi publicado em 1873. Na época, os capitães costumavam ajustar um dia quando cruzavam o Pacífico. A linha de data atual não constava nos seus mapas e ainda não existia o sistema universal de fusos horários. De forma que, quando o Alasca pertencia à Rússia, as pessoas no Alasca tinham o mesmo dia calendar que Moscou. Mas em 1867, quando os Estados Unidos compraram o território, o Alasca adotou a data calendar dos Estados Unidos.
Fonte: Despertai
De São Francisco a Nova Iorque 7 dias

De Yokohama a São Francisco 22 dias

De Hong Kong a Yokohama 6 dias

De Calcutá a Hong Kong 13 dias

De Bombaim a Calcutá 3 dias

Coordenadas espaciais: latitude e longitude
É aconselhável, para que a leitura do romance A Volta ao Mundo em 80 Dias seja mais interessante e profunda, que o leitor tenha uma visão global do planisfério terrestre, que possua alguns conceitos básicos de geografia, principalmente na compreensão de coordenadas.
De Suez a Bombaim 13 dias

De Londres a Suez 7 dias

Yokohama segunda capital do império japonês

Hong Kong a última terra inglesa do percurso
“Hong Kong é apenas uma ilha, cuja posse foi assegurada à Inglaterra pelo tratado de Nanquim,
depois da guerra de 1842. Em poucos anos, o génio colonizador da Grã-Bretanha tinha ali fundado uma importante cidade e criado um porto, o porto Victoria. Esta ilha está situada na embocadura do rio Cantão, separada por apenas sessenta milhas da cidade portuguesa de Macau, construída na outra margem. Hong Kong, deveria necessáriamente vencer Macau numa luta comercial, e agora a maioria do trânsito chinês passa pela cidade inglesa. Docas, hospitais, portos, alfândegas, uma catedral gótica, uma sede do governo, ruas asfaltadas, tudo fazia supor que uma das cidades comerciais dos condados de Kent ou de Surrey, atravessando a esfera terrestre, viera sair neste ponto da China, quase nos seus antípodas. [No porto Victoria] na embocadura do rio Cantão, havia um formigueiro de navios de todas as nações, ingleses, franceses, americanos, holandeses, navios de guerra e de comércio, embarcações japonesas ou chinesas, juncos, sampans, tankas, e mesmo barcos de flores que pareciam canteiros sobre as águas.”
A Volta ao Mundo em 80 Dias / Júlio Verne
Isto, digo eu: a cidade fantasma.
Aceito a existência de um mundo espiritual, podendo olhar para o universo como um todo coerente. Acreditar na existência do acaso faz diferença no sentido que damos à nossa existência.
Nesta “cidade fantasma” que fica no deserto da Sul da Namíbia (África), podemos ver muitas casas soterradas, invadidas pela areia do deserto, pelo tempo e pelas forças dos ventos. Como floresceu e morreu esta cidade? Surgiu ao acaso por meio de forças aleatórias ou teve um projetista? Vamos ver…
Seu nome em alemão significa “colina Coleman”; a curiosidade por trás desse nome vem do fato ocorrido há muito tempo, onde um carroceiro chamado Johnny Coleman, no meio de uma tempestade de areia abandonou sua carroça de boi em uma pequena colina no deserto. Devido a isso, os alemães no início do século XX, em busca do tão sonhado diamante, fundaram essa pequena cidade, e em homenagem ao carroceiro, deram o nome Kolmanskop, com todas as instituições e comodidades, que uma cidade poderia ter, até hospital, teatro, casino, entre outras coisas mais, foram construídos.
Mas nem tudo foram flores para esta cidade, logo após primeira grande guerra, as jazidas de diamante foram aos poucos se esgotando, e os alemães partiram para locais onde haviam sido descobertos depósitos maiores como Oranjemund, e desta forma, a cidade foi abandonada. Seu último habitante deixou a cidade em1956. Isto, digo eu…
por Manuel Rodrigues
“O país ia-se tornado deserto”
“Meia milha depois, ainda não tínhamos visto um único camponês à porta da sua cabana, ou um pastor a guardar rebanhos; apenas apareciam algumas vacas e ovelhas sem guardador.”
Júlio Verne / Viagem ao Centro da Terra

Uma das principais carateristicas da Islândia é a reduzida dimensão da sua população. Essa limitação demográfica tem vastas implicações na forma como os islandeses vivem. Nesta ilha isolada, fica-se com a sensação de que todos conhecem a vida dos outros. Imaginem um país com 310 mil habitantes, a maioria dos quais amontoados na região em redor de Reiquejavique – uma moderna capital europeia. É difícil aqui ter um caso amoroso sem ser apanhado!
Scartaris
“Aquele pico agudo podia ser considerado como um estilete de um enorme relógio de sol, cuja a sombra de determinado dia marcava o caminho para o centro da terra.”
Júlio Verne / Viagem ao Centro da Terra

“Islândia uma das grandes ilhas da europa”
Júlio Verne convida-o a conhecer a Islândia, o Estado mais ocidental do continente europeu. O território é de origem vulcânica. Falhas quaternárias e a ação dos gelos moldaram o relevo e os numerosos fiordes que recortam a costa. O país possui uma população de cerca de 320 000 habitantes e uma área total de 103 000 km². Sua capital e maior cidade é Reiqueajavique, cuja área metropolitana abriga cerca de dois terços da população nacional.
Só uma quarta parte da superfície da Islândia apresenta uma camada contínua de vegetação; contra ela conspiraram durante séculos o clima, a atividade vulcânica, os glaciares e a pastorícia. Grandes florestas de bétulas foram objeto de corte indiscriminado, se bem que agora, o Governo tenha reservado zonas de reflorestação com coníferas.
A população com um nível elevado e quase sem desigualdades sociais, o povo islandês descende de antigos colonos escandinavos, escoceses e irlândeses. A densidade populacional é das mais baixas da Europa, além do que os habitantes se encontram distribuídos de maneira muito irregular, com grandes áreas praticamente desabitadas. Este vídeo mostra como é viver neste país do gelo e sobretudo, que paisagens encontraram os protagonistas do romance: Viagem ao Centro da Terra.
Reiquejavique, Islândia
“A principal rua de Reiquejavique é paralela ao mar; aí moravam os negociantes e lojistas, em cabanas de madeira feitas de barrotes pintados de vermelho de deitados horizontalmente uns sobre os outros.”
Júlio Verne em Viagem ao Centro da Terra

Rio Elba
“Encaminhei-me para as margens do Elba, onde há um barco de passageiros movido a vapor que liga a cidade ao caminho-de-ferro de Hamburgo.”
Júlio Verne, em Viagem ao Centro da Terra
Pintura de Paul Heydel
Königstrasse
“A Königstrasse é uma das ruas mais antigas do bairro antigo de Hamburgo.”
Júlio Verne em Viagem as Centro da Terra

Gravura de 1820
O Alentejo é uma província rude; é uma região pobre num país pobre. Um pouco como o ventre vazio de Portugal, «deserto aonde não vão os turistas, que só vêem o belo Algarve ou o Estoril, essa máscara doirada no magro rosto de um povo inteiro. O Alentejo é também uma espécie de vácuo, que o sol queima e do qual o camponês foge quando pode. A poeira das estradas é a poeira dos tempos; nadas mudou, desde quando?