Seaswarm: limpa o mar

Uma equipe de cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveu um robô capaz de limpar vazamentos de petróleo de forma autônoma e a custos inferiores aos métodos utilizados atualmente, segundo reportagem publicada pela Computerworld/EUA.

Um protótipo do robô batizado de Seaswarm que foi apresentado durante uma feira de nanotecnologia na Itália tem cerca de 5 m de comprimento e 2,1 m de largura. O aparelho usa um coletor coberto de nanofios que absorvem o óleo e repelem a água a uma proporção de 20 vezes seu peso.

Os pesquisadores acreditam que uma frota de 5.000 robôs seria o suficiente para limpar um vazamento como o do Golfo do México em apenas um mês.

Fonte: Portal Energia Hoje

Planeta Privilegiado!

Fotografia do Planalto Ennedi, localizada no nordeste do Chade.

Reflexão….

Qualquer composto orgânico formado na Terra primitiva seria rapidamente oxidado e degradado na presença de oxigénio. Devido a isto, muitas autoridades advogaram uma uma atmosfera livre de oxigénio durante centenas de milhões de anos a seguir à formação da crosta terrestre. Apenas tal atmosfera protegeria os delicados e vitais compostos orgânicos e permitiria que eles se acumulassem até formar a sopa pré-biótica.
De forma preocupante para os crentes no cenário tradicional da “sopa orgânica”, não há evidências geoquímicas que excluam a possibilidade do oxigénio sempre ter estado presente na Terra logo após a formação da crosta terrestre.
Mas mesmo que não houvesse oxigénio, há mais problemas.
Sem oxigénio não existiria uma camada de ozono na atmosfera que protegesse a Terra de doses letais de raios ultra-violetas. Num cenário em que não houvesse oxigénio, o fluxo de raios ultravioleta a atingir a superfície da Terra seria mais do que suficiente para destruir qualquer composto orgânico mal ele se tivesse formado.
Significativamente, a ausência de compostos orgânicos no solo de Marte tem sido amplamente atribuída a tais doses potentes de raios ultravioleta que hoje em dia bombardeiam a sua superfície.

Citação traduzida do livro “Evolution: A Theory in Crisis”

Lógica:

No início…………

  • Na presença de oxigénio, a vida não poderia existir;
  • Na ausência de oxigénio, a vida não poderia existir.
  • A vida existe ……… e agora, como resolver???
  • Logo, está de acordo com o que a Bíblia diz: “Digno és, Jeová, sim, nosso Deus, de receber a glória, e a bondade e o poder, porque criaste todas as coisas e porque elas existiram e foram criadas por tua vontade.” Revelação 4:11

E elas virão?

Os apreciadores das obras criativas de Deus deixam-se conquistar pelos jardineiros, uma ave que vive em habitats tão diversificados e a altitudes desde o nível do mar até 3.600 metros.
Mas os jardineiros para conquistar as fêmeas, os machos constroem estruturas semelhantes a caramachões que depois decoram escrupulosamente com matéria orgânica, latas e até mesmo pedaços de papel cor-de-rosa. Em algumas espécies, apenas os machos que conseguem criar as construções mais espetaculares têm a oportunidade de tramsmitir os genes.
Assim, eles pavoneiam-se, cantam e… tornam-se decoradores.
Devido a muitos talentos dos jardineiros, têm eles sentido estético e lampejos de uma cultura?

O desespero incessante da vida sem Deus!

Por Wagner Kaba

Há ateus que se comprazem em afirmar que os teístas são pessoas iludidas pela crença em Deus. Muitos discordarão desta alegação, inclusive o autor deste artigo. Mas este texto não tem como foco analisar a suposta ilusão daqueles que crêem e sim, analisar uma ilusão  frequentemente compartilhada por muitos incrédulos: a idéia de que Deus é irrelevante para a questão do sentido da vida. Será que é coerente declarar a morte de Deus e, mesmo assim, afirmar alegremente que a vida possui sentido?

Os cientistas afirmam que o universo está fadado a morrer. Como ele está em expansão desde o Big Bang, tudo que nele existe está se tornando cada vez mais distante. Com o passar do tempo, as estrelas perderão seu calor e irão morrer. Deste modo, o universo se tornará cada vez mais frio, e sua energia irá se esgotar. O espaço ficará repleto de cadáveres estelares que serão tragados por buracos negros. E até mesmo os buracos negros serão consumidos e irão se evaporar. Assim, todas as coisas estão condenadas a desaparecer sob os escombros de um mundo agonizante. Tudo o que foi construído pelo homem desaparecerá sem deixar nenhum vestígio. “Tudo aquilo que já formou você, as montanhas, as estrelas e tudo o mais será uma coisa só: um mar escuro de energia. Um mar cada vez mais frio, inerte. Sem nada nem ninguém para acender a luz.”

Neste cenário, faz alguma diferença fundamental o fato de o universo algum dia ter existido? Quer o universo tenha surgido ou não, no final das contas o resultado é o mesmo: um vazio negro, frio e inerte. Assim, como tudo acaba em nada, não faz diferença nenhuma se algo existiu ou não. Portanto, o universo não tem um sentido fundamental.

Este mesmo raciocínio pode ser aplicado ao ser humano. Se Deus não existe, o homem está condenado a desaparecer como se nunca houvesse existido. Deste modo, no final das contas, não fará diferença nenhuma o fato de algum homem ter surgido sobre a face da terra. A humanidade, portanto, não tem mais importância do que um enxame de mosquitos ou uma vara de porcos, pois seu fim é o mesmo. O mesmo processo cósmico cego e mecânico que a vomitou no início um dia acabará por engoli-la.

No final, todos os esforços humanos terão sido em vão. A contribuição dos cientistas para o avanço da ciência, os esforços dos pacifistas para promover a paz, as pesquisas médicas para descobrir a cura de doenças, o trabalho dos humanitaristas para erradicar a pobreza – no final, tudo o que custou tanto para ser conquistado, muitas vezes à custa de inúmeras vidas, desaparecerá como se nenhum esforço houvesse sido realizado. Desta forma, tudo acaba em nada e, portanto, o homem é nada.

O filósofo William Lane Craig apresenta o quadro em que estamos inseridos:

“Se cada pessoa deixa de existir quando morre, que sentido fundamental pode ser dado à sua vida? Realmente faz diferença se ela existiu? Pode ser dito que sua vida foi importante porque influenciou outros ou afetou o curso da história. Mas isso mostra apenas um significado relativo da sua vida, não um sentido fundamental. Sua vida pode ter importância relativa a certos acontecimentos, mas qual é o sentido fundamental desses acontecimentos? Se todos os acontecimentos não têm sentido, então que sentido fundamental pode haver em influenciá-los? No final das contas, não faz diferença.”

Mesmo assim, muitos ateus insistem em dizer que a vida possui propósito. “A vida não vem com um manual de instruções indicando seu sentido”, dizem eles. “Somos nós que o criamos. E é isto o que faz a vida tão maravilhosa. Podemos escolher o que queremos, que sentido e que rumo queremos dar a ela.”

Inventar um sentido para a vida pode até ajudar uma pessoa a se sentir melhor. Mas esta invenção não passa de um auto-engano para ajudar a suportar a dura realidade da existência, visto que a vida continua sem sentido, em termos objetivos, da mesma forma.

Se Deus não existe, o que é o homem? Ele é apenas um subproduto acidental da natureza que evoluiu recentemente em um ponto de poeira infinitesimal perdido em algum lugar de um universo hostil e sem sentido e que está condenado a perecer individualmente e coletivamente em um espaço relativamente curto de tempo. Nesta ordem de idéias, o homem é um mero produto do acaso e não há nenhum propósito em sua existência. E nenhuma tentativa de se inventar um sentido para sua existência poderá mudar estes fatos. Portanto, inventar um sentido para sua vida não passa de um exercício de auto-engano.

Além de tudo, o universo não adquire sentido apenas porque alguém lhe atribui algum. Suponha que duas pessoas dêem sentidos diferentes ao universo. Quem tem razão? A resposta, é claro, nenhuma das duas. O mundo sem Deus permanece sem sentido em termos objetivos, não importa o que as pessoas pensem. Assim, atribuir um sentido ao universo não passa de um exercício de auto-engano.

Mas por que esta discussão sobre o sentido da vida é tão importante? A resposta é que, para ser feliz, o homem necessita de um sentido para sua vida. Por quê? Porque o homem se alimenta de auto-estima. Uma auto-estima baixa pode levar facilmente à depressão e ao suicídio. E dificilmente alguém pode manter sua auto-estima em níveis elevados se passar a refletir sobre a falta de sentido da existência.

Assim, se Deus não existe, a vida não tem sentido. E se a vida não tem sentido, o homem que reflete sobre esta verdade terá uma dificuldade séria para ser feliz. Portanto, a existência de um Deus amoroso é uma peça importante para a construção da felicidade.

A única solução que um ateu pode oferecer diante do absurdo da vida sem Deus é enfrentar este absurdo e procurar viver com coragem. O filósofo ateu Bertrand Russell, por exemplo, sugeriu que devemos construir nossas vidas “sob o firme fundamento do desespero incessante”:

“Que o homem é o produto de causas que não possuíam conhecimento do fim que estavam alcançando; que sua origem, seu crescimento, suas esperanças e crenças, seus amores e temores, não passam do resultado de colisões acidentais de átomos; que nenhum fogo, nenhum heroísmo e nenhuma intensidade de pensamentos e emoções podem preservar uma vida além do túmulo; que todo labor de todas as eras, todas as devoções, toda inspiração, todo brilhantismo do gênio humano estão fadados à destruição na grande morte do sistema solar e que todo o templo das conquistas humanas deve ser inevitavelmente soterrado debaixo dos escombros de um universo em ruínas – todas estas coisas, se não estão além das controvérsias, são quase tão certas que nenhuma filosofia que as rejeite pode ter esperanças de se sustentar. Somente sobre a base destas verdades, somente sobre o firme fundamento do desespero incessante, pode-se construir seguramente, de agora em diante, a habitação da alma.”

Na hipótese de que o ateísmo seja verdadeiro, estamos diante deste quadro terrível sobre a condição humana. Mas se o Cristianismo é a verdade, então existe um poder de amor por trás do universo. Um poder pessoal de amor tão grande que todos os homens e mulheres, velhos e crianças são especiais para ele. Ele ama tanto o ser humano que há um significado em cada vida. Ele realmente sabe sobre a queda de todos os pardais e, até mesmo, os cabelos de cada pessoa estão contados.

Por derradeiro, este texto não realizou nenhum esforço para demonstrar a existência de um Criador Divino. Também não houve nenhuma tentativa para se refutar a idéia de que a crença no sobrenatural é uma ilusão. Para se atingir estes objetivos seria necessário um espaço muito maior. Por esses motivos, o propósito deste artigo foi simplesmente o de enunciar as alternativas de forma clara. Se Deus não existe, a vida é um absurdo e o homem deve construir sua existência sobre o “firme fundamento do desespero incessante”, conforme palavras do filósofo ateu Bertrand Russell. Se o Deus cristão existe, todas as pessoas são especiais para ele e possuem valor e significado.

É possível demonstrar racionalmente que o cristianismo é uma cosmovisão mais plausível do que o ateísmo. No entanto, mesmo se as evidências para o ateísmo e para o cristianismo fossem equivalentes, uma pessoa racional deveria escolher o último. Todo ser humano deve buscar a verdade e evitar o erro. Mas, se as evidências que suportam as duas cosmovisões são ambíguas, não parece sensato preferir o desespero e a ausência de sentido do que uma vida com propósitos.

O nenúfar.Teve projecto?

As alterações climatéricas e a previsão de subida das águas do mar irão produzir milhares de refugiados que necessitam de ser realojados. A partir desta previsão, o arquitecto Vincent Callebaut imaginou para 2100 uma unidade urbana pronta a receber 50 000 pessoas. Intitulada Lilypad, a cidade será flutuante, funcionará nos oceanos e poderá ser multiplicada as vezes necessárias, uma vez que é auto-suficiente. Se as previsões da ONU se confirmarem, em 2100 o número de refugiados das zonas costeiras inundadas com a subida do mar em cerca de um metro poderá chegar aos 250 milhões, pelo que os oceanos poderão ser povoados de cidades flutuantes. Do ponto de vista da forma, o conceito que suporta Lilypad baseia-se na Victoria régia, um nenúfar gigante que pode ser encontrado na Amazónia e é feito de uma fibra natural extremamente elástica e plástica, que assim permite que flutue na água. Com o “objectivo de criar um sistema harmonioso baseada na dupla ser humano/natureza, bem como explorar novos modos de habitar no mar recorrendo a espaços colectivos fluidos e de proximidade, potenciando a inclusão social e o encontro de todos os cidadãos, nativos da nova cidade ou estrangeiros, novos ou velhos…”, o arquitecto belga ampliou a forma desta espécie natural 250 vezes para criar um sistema urbano. De facto, a cidade pode ser posicionada em qualquer massa de água do globo e terá conceitos terrestres e aquáticos. Por um lado, será centrada num lago, a partir do qual se organizam três grandes áreas, que correspondem às funções de trabalho, lazer e serviços. Cada uma destas zonas será dotada de uma marina e uma montanha, esta última uma clara alusão ao imaginário da paisagem terrestre. Uma rede orgânica de infra-estruturas e vias une as montanhas e dará acesso a habitações e jardins suspensos, também eles organizados de uma forma ondulante e sinuosa. Os materiais de construção idealizados pelo arquitecto são as fibras de poliéster, cobertas por camadas de dióxido de titânio. Quanto à produção e consumo de energia, Lilypad será auto-suficiente e não emitirá gases poluentes: assim o lago central terá água doce recolhida das chuvas, e servirá de reservatório natural para a água potável. As fontes de energia ali utilizadas serão todas renováveis, como solar térmica e fotovoltaica, energia das marés, eólica, com fitopurificação da água para consumo dos seus habitantes e reciclagem dos resíduos por eles produzidos. Para o seu autor, Lilypad é uma “antecipação particular da literatura de Júlio Verne, mas também uma alternativa possível de uma ecopolis multicultural, cujo metabolismo estará em perfeita simbiose com os ciclos da natureza”, explica. Temos entretanto de esperar 90 anos para a aferição desta ideia simultaneamente utópica e esperançosa. Para já, existem todos os anos mais de 210 milhões de desalojados no mundo vítimas do clima, a aguardar respostas urgentes.
Fonte: DN
Sublinhado por Manuel Rodrigues
Convido os leitores do Quarto  a visitar o site de Vicent Callebaut Architecture e podem ver outros projectos de design e tecnologia fantástica.  Achei também espetacular o Physalia, um novo conceito de embarcação ecológica!
No entanto, deixo o vídeo da cidade Lilypad.
 

Um restaurante no fundo do mar

Maldivas. As Maldivas são um pedaço de paraíso na Terra. Situadas no Oceano Índico a sudoeste da península indiana, são compostas por mais de mil ilhas embora apenas cerca de 200 sejam habitadas. A beleza natural é ímpar e é a sua característica mais forte. Por esse motivo, são um destino turístico muito procurado. Em 2005 a cadeia internacional Hilton estabeleceu uma unidade hoteleira na ilha Rangali, e aí construiu um restaurante muito exclusivo, o Ithaa, que tem a particularidade de se situar debaixo de água. O Ithaa, que significa “pérola”, é um espaço pequeno mas deslumbrante. Situa-se a 5 metros de profundidade. O acesso é feito através de uma plataforma à superfície, na lagoa, onde os hóspedes podem tomar uma bebida antes de entrar na sala de refeições propriamente dita. Ao descer por uma escada em caracol deparam então com uma sala com 5 metros de largura e 9 de comprimento, coberta por uma cúpula semicircular em vidro acrílico transparente. Graças a esta característica, podem desfrutar de uma refeição sofisticada rodeados da paisagem bela e exótica da lagoa circundante e do recife de coral, onde se movem peixes multicoloridos de várias espécies, raias e até tubarões. Para realizar este edifício subaquático a empresa MJ Murphy Ltd, da Nova Zelândia, recorreu à tecnologia usada na construção de grandes aquários marinhos, como o de Sidney. Há apenas lugar para 12 pessoas neste restaurante, onde uma refeição pode custar entre 120 a 250 dólares, mas a experiência que proporciona é única, como o prova a enorme procura de que é alvo. A gerência recomenda que se faça reserva de mesa com 15 dias de antecedência. Não acha que vale a pena?

 

Fonte: Obvious

Minireservas, teve um projecto?

A primeira água depois do Verão fica presa no solo e a que vier  a seguir nem se mistura, antes de escorrer.
 
A água das primeiras chuvas segura-se às raízes e ao solo, não circulando da maneira que se pensava, pelo menos no caso de solos de zonas secas. Esta é a principal conclusão de um estudo da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, agora publicado por Nature Geoscience, que está a desafiar o que se conhecia dos efeitos da precipitação em regiões áridas.
 
O que os cientistas apuraram, para sua própria surpresa, é que a água das primeiras chuvas fica de tal maneira presa no solo que não se mistura com a que se acumula em chuvadas posteriores. Até agora, pensava-se que a água fluía através da terra, misturando-se conforme a quantidade e escorrendo na direcção das linhas de água. A descoberta pode mudar o entendimento do fluxo de nutrientes, explicar a poluição dos solos e ter grandes implicações na agricultura.
 
A investigação apurou que se formam minúsculos reservatórios entre as partículas minerais e junto às raízes das plantas. A água permanece ali até ser usada pelas plantas. Na chuvada seguinte, os reservatórios são primeiro restaurados, só depois a água escorre através do solo.
 
Num dos testes realizados, os cientistas apuraram que da primeira grande chuvada depois do Verão , apenas 4% da água chegou a ribeiras a jusante. A restante ficou presa no solo. No mês seguinte, com a saturação hídrica, 55% da precipitação escorreu. Mas, para surpresa dos investigadores, ao longo do inverno, a água originalmente presa nos minúsculos reservatório ainda permanecia na mesma posição.
 Sublinhado por Manuel Rodrigues
Fonte: DN
Ecohydrologic separation of water between trees and streams in a Mediterranean climate
J. Renée Brooks, Holly R. Barnard, Rob Coulombe, Jeffrey J. McDonnell
Nature Geoscience (20 December 2009) doi:10.1038/ngeo722 Letter