Pais de Adolf Hitler perdem custódia de mais um filho

 

Heath e Deborah Campbell eram pais de três filhos e, na hora de escolherem o nome do quarto, seguiram um critério que vinham adoptando. Hons seguiu-se aos irmãos Adolf Hitler, JoyceLynn Aryan Nation e Honszlynn Himler Jeannie. Os Serviços de Infância e Família de New Jersey não gostaram que mais uma criança tivesse o nome ligado ao mundo nazi e, 17 horas depois do nascimento, retiraram-na aos pais.

De acordo com a ABC News, que cita o Express-Times de Lehigh Valley, o médico que fez o parto na noite da última quinta-feira chamou as autoridades depois de saber que o recém-nascido se chamaria Hons Campbell. Heath Campbell, o pai, diz que «não há sustentação legal» na decisão, que suporta «basicamente um rapto».

A família tornou-se famosa em 2008, quando o pequeno Adolf Hitler Campbell fez três anos e uma loja recusou decorar o bolo de aniversário com o seu nome. Nessa altura, responsáveis de New Jersey diziam que o nome nunca poderia motivar a retirada das crianças aos progenitores, recusando-se a dar mais detalhes. Os vizinhos, por seu turno, diziam que as crianças não eram felizes.

As autoridades têm agora à sua guarda Hons, depois de em 2009 terem ficado também com Adolf Hitler, JoyceLynn Aryan Nation e Honszlynn Himler Jeannie.

Para hoje está marcada uma audiência judicial a fim de ser determinado o futuro de Hons Campbell.

fonte: Jornal Sol

Isto, digo eu…

Já ouviram falar da Comissão Creel? Tomei conhecimento desta comissão quando me passou pelas mãos um livro de um autor (Noam Chomsky) que não tem contemplações e não hesita perante o que considera imoral e perigoso. Pois bem, fiquei a saber que esta comissão governamental conseguiu, no espaço de seis meses, transformar uma população pacifista numa população histérica e fomentadora de guerra, que queria destruir tudo o que fosse alemão, despedaçar os alemães, ir para a guerra e salvar o mundo. Imagine! Mesmo à Capitão América. Esta foi a primeira operação de propaganda no governo de Woodrow Wilson, que foi eleito presidente em 1916 sob o lema de “Paz sem Vitória”. Estava-se exatamente a meio da Primeira Guerra Mundial, e o povo americano não se queria meter com os problemas da Europa. Mas com muita coisa inventada pela propaganda do Estado lá conseguiram “orientar o pensamento da maior parte do mundo” e funcionou. Funcionou muito bem, que Hitler aprendeu, bem como muitos outros, a lição. Isto, digo eu… lá que Thomas Woodrow Wilson ganhou o prémio Nobel da Paz em 1919, lá isso ganhou.

por Manuel Rodrigues

Como gregos e alemães

Achei interessante a correspondência entre um cidadão alemão e um cidadão grego. Foi publicado na revista Stern, mas eu retirei esta informação do blogue Aventar. Aqui vai.

Os gregos, que primeiros fizeram alquimias com o euro, agora, em vez de fazerem economias, fazem greves

Caros gregos,

Desde 1981 pertencemos à mesma família.

Nós, os alemães, contribuímos como ninguém mais para um Fundo comum, com mais de 200 mil milhões de euros, enquanto a Grécia recebeu cerca de 100 mil milhões dessa verba, ou seja a maior parcela per capita de qualquer outro povo da U.E.

Nunca nenhum povo até agora ajudou tanto outro povo e durante tanto tempo.

Vocês são, sinceramente, os amigos mais caros que nós temos.

O caso é que não só se enganam a vocês mesmos, como nos enganam a nós.

No essencial, vocês nunca mostraram ser merecedores do nosso Euro. Desde a sua incorporação como moeda da Grécia, nunca conseguiram, até agora, cumprir os critérios de estabilidade. Dentro da U.E., são o povo que mais gasta em bens de consumo

Vocês descobriram a democracia, por isso devem saber que se governa através da vontade do povo, que é, no fundo, quem tem a responsabilidade. Não digam, por isso, que só os políticos têm a responsabilidade do desastre. Ninguém vos obrigou a durante anos fugir aos impostos, a opor-se a qualquer política coerente para reduzir os gastos públicos e ninguém vos obrigou a eleger os governantes que têm tido e têm.

Os gregos são quem nos mostrou o caminho da Democracia, da Filosofia e dos primeiros conhecimentos da Economia Nacional.

Mas, agora, mostram-nos um caminho errado. E chegaram onde chegaram, não vão mais adiante!!!

Walter Wuelleenweber

Resposta de Georgios Psomás

Caro Walter,

Chamo-me Georgios Psomás. Sou funcionário público e não “empregado público” como, depreciativamente, como insulto, se referem a nós os meus compatriotas e os teus compatriotas.

O meu salário é de 1.000 euros. Por mês, hem!… não vás pensar que por dia, como te querem fazer crer no teu País. Repara que ganho um número que nem sequer é inferior em 1.000 euros ao teu, que é de vários milhares.

Desde 1981, tens razão, estamos na mesma família. Só que nós vos concedemos, em exclusividade, um montão de privilégios, como serem os principais fornecedores do povo grego de tecnologia, armas, infraestruturas (duas autoestradas e dois aeroportos internacionais), telecomunicações, produtos de consumo, automóveis, etc.. Se me esqueço de alguma coisa, desculpa. Chamo-te a atenção para o facto de sermos, dentro da U.E., os maiores importadores de produtos de consumo que são fabricados nas fábricas alemãs.

A verdade é que não responsabilizamos apenas os nossos políticos pelo desastre da Grécia. Para ele contribuíram muito algumas grandes empresas alemãs, as que pagaram enormes “comissões” aos nossos políticos para terem contratos, para nos venderem de tudo, e uns quantos submarinos fora de uso, que postos no mar, continuam tombados de costas para o ar.

Sei que ainda não dás crédito ao que te escrevo. Tem paciência, espera, lê toda a carta, e se não conseguir convencer-te, autorizo-te a que me expulses da Eurozona, esse lugar de VERDADE, de PROSPERIDADE, da JUSTIÇA e do CORRECTO.

Estimado Walter,

Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.

Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:

1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;

2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.

3. Os empréstimos em obrigações que contraíu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.

4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoações inteiras, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.

5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., etc.).

6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.

Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.

Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.

Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as quais têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.

Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por aí vos vai obrigar a baixar o seu nível de vida, perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia?

Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes “compatriotas” da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.

Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que só jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.

E, finalmente, Walter, devemos “acertar” um outro ponto importante, já que vocês também são devedores da Grécia:

EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!!!

Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nosos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.

E EXIJO QUE SEJA AGORA!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.

Cordialmente,

Georgios Psomás


Meninas ao poder

No romance Guinevere, são as mulheres que são as eleitas para governar. São as mulheres as deusas supremas; guerreiras, amantes e musas. Mas longe da lenda, está a realidade do mundo em desenvolvimento (exemplo, no Quénia) que ignora as mulheres; milhões de raparigas adolescentes que abandonam a escola, os estudos e que aos 5 anos são prometidas em casamento, para casar aos 13 anos de idade.

O Banco Mundial, a ONU e Organizações sem fins lucrativos estão a procurar formas de tornar as mulheres jovens mais valiosas para as suas famílias.

por Manuel Rodrigues

Isto, digo eu…

Olhava para um casal de miúdos enroscados um ao outro, ambos sentados no banco do comboio, ele com a mão enfiada debaixo das saías dela e ela sem lhe tocar; ria, pois achava que ser masturbada em público era uma aventura e tanto. Não sei se estariam comprometidos um com o outro na promessa solene do casamento. Talvez não. Talvez nem saibam que em muitos lugares do mundo, as meninas casam-se em idade infantil ou juvenil.

 Calcula-se que 10 a 12 milhões de meninas sejam forçadas a contrair o casamento, pois o casamento é visto como uma transação comercial. A própria noção de as mulheres terem direito a escolher o seu parceiro, onde querem viver, com base no amor e na vontade própria, ainda é vista em algumas partes do mundo como uma patetice. A lista de consequências médicas de uma menina de uma menina ser obrigada a ter relações sexuais a partir dos cinco anos de idade até ao amadurecimento físico: paredes vaginais dilaceradas, fístulas, ruturas internas que podem gerar incontinência vitalícia, entre outros.

As interpretações religiosas: 1) o Alcorão não contêm restrições etárias específicas e, portanto, estas matérias são da competência exclusiva da supervisão familiar e religiosa e não da legislação. Além disso, o profeta Maomé casou com uma menina de 9 anos de idade.

2) no Islão o corpo humano é muito valioso, logo ter relações sexuais em idade percoce é desumano.

Visto de outro prisma  - os meus caros hóspedes do Quarto – já pensaram o que é  um feto a crescer dentro de um corpo de 12 ou 13 anos de idade.

Deixo-vos aqui este documentário de 2008, do drama de Nujood Ali,  a rapariga iemenita de 10 anos que se dirigiu sozinha a um tribunal para requerer o divórcio de um homem de mais de 30 anos de idade com quem o pai obrigara a casar.

Voltando de novo à minha viagem no comboio, provavelmente aquela miúda sabe é que nasceu num país em que os seus pais não tem o costume de negociar o seu casamento e com quem lhe pode por as mãos debaixo das saías. Daí, ela rir-se. Isto, digo eu…

Anatomia da destrutividade humana

As séries dos anos 80 eram rechiadas de ingenuidade. O Raio Azul, um helicóptero que sobrevoava o terreno inimigo e disparava sobre os maus: eliminando-os. Mas o pormenor – ninguém morria. As explosões faziam os vilões saltar e cair sem apoio. As balas atingiam pneus de jipes que capotavam antes de aterrar na valeta. Lá de dentro saíam, ilesos, os seus viciosos ocupantes, de mãos estendidas ao primeiro par de algemas.

Em “Esquadrão Classe A” as detonações serviam apenas como trampolim piortécnico de coreografias desajeitadas de fascínoras desajeitados a esbaracejar. O “Justiceiro” espalhava a lei e a ordem pelo asfalto, mas para além de socos no queixo e umas calças demasiado apertadas, ninguém se magoava a sério.

Estas séries aguardava com grande ansiedade no programa “Agora escolha lá”, ali estava eu sentado junto do telefone, rodando aquela roda, treeeeeeeeee, treeeeeeeeeeeee, para escolher uma destas aventuras. Hoje, muitos dos senhores como eu que eram uns apaixonados por estas matinés, já não tem paxorra para voltar a ver isto. E por que? Simples. Porque os filmes naquele tempo retratavam a morte como algo higiénico, sem manchas de sangue e invisível.

Manuel Rodrigues

Anatomia da destrutividade humana

A criança na antiguidade romana situava-se ao nível do escravo ou mesmo dos animais domésticos no que esse refere ao direito de disponibilidade total quanto à sua vida e ao seu destino. Deixá-la viver, vendê-la com escravo ou tratá-la como membro da família era decisão do pai que dispunha do direito de vida e de morte sobre seus familiares. As declarações dos direitos das crianças surgem, imaginem caros hóspedes, no século XX e têm como propositoras a Sociedade das Nações Unidas.

Anatomia da destrutividade humana

Os quatro passos dos piratas para um ataque personalizado.

1) Fazer um perfil dos empregados. São escolhidos aqueles com mais informações relevantes em redes como o Facebook e Linkendin;

2) Desenvolver um programa malicioso único, que não tem de ser imune a todos os antivírus. Basta que passe no software do PC, netbook ou PDA do utilizador.
3) Misturar o programa com uma estratégia. Exemplo: se o alvo for um director de recursos humanos, enviar o código dentro do CV para a candidatura a uma vaga.

4) Lançar o ataque e controlar a rede. Como não é um vírus, a vítima pode nunca saber que o pirata tem acesso a todos os ficheiros do seu equipamento.

Anatomia da destrutividade humana

10 estratégias de manipulação através da comunicação social

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRACÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distracção que
consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das
mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica
do dilúvio ou inundações de contínuas distracções e de informações
insignificantes.

A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir o povo de
interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área das ciências, da
economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a
atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais,
cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado,
ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à quinta como os outros
animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranquilas’)”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado “problema-reacção-solução”. Cria-se um
problema, uma “situação” prevista para causar certa reacção no público, a
fim de que este tenha a percepção que participou nas medidas que se deseja
fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a
violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público
exija novas leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou
ainda: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o
retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la
gradualmente, a conta-gotas, durante anos consecutivos. É dessa maneira que
condições socioeconómicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas
durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações,
precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários baixíssimos,
tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido
aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la
como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento,
para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que
um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é aplicado
imediatamente. Segundo, porque o público – a massa – tem sempre a tendência
a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício
exigido poderá vir a ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para
acostumar-se à ideia da mudança e de aceitá-la com resignação quando chegar
o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO SE DE CRIANÇAS SE TRATASSEM

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso,
argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes
próximos da debilidade mental, como se cada espectador fosse uma criança de
idade reduzida ou um deficiente mental. Quanto mais se pretende enganar ao
espectador, mais se tende a adoptar um tom infantilizante. Porquê? “Se você
se dirigir a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, então, em
razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a dar uma
resposta ou reacção também desprovida de um sentido crítico como a de uma
pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras
tranquilas”)”.

6- UTILIZAR MUITO MAIS O ASPECTO EMOCIONAL DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do discurso emocional é uma técnica clássica para causar um curto
circuito na análise racional, e pôr fim ao sentido critico dos indivíduos.
Além do mais, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de
acesso ao inconsciente para incutir ideias, desejos, medos e temores,
compulsões, ou induzir comportamentos…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os
métodos utilizados para o seu controle e escravidão. “A qualidade da
educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre
possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes
inferiores e as classes sociais superiores seja e permaneça impossível de
eliminar (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranquilas’)”.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

Promover no público a ideia de que é moda o facto de se ser estúpido, vulgar
e inculto…

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria
desgraça, por causa da insuficiência da sua inteligência, de suas
capacidades, ou do seu esforço. Assim, ao invés de revoltar-se contra o
sistema económico, o indivíduo autocritica-se e culpabiliza-se, o que gera
um estado depressivo, do qual um dos seus efeitosmais comuns, é a inibição
da acção. E, sem acção, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No decorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado
um crescente afastamento entre os conhecimentos do público e os possuídos e
utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à
psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado
do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema tem conseguido
conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto
significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um
grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos sobre si próprios.

por Noam Chomsky

Anatomia da Destrutividade Humana

Desde que li o livro do M. Scott Peck “Gente da Mentira” alterei alguns comportamentos e o modo como vejo o mundo. Não sei avaliar o impacto que teve em mim, o que sei, é que fiquei diferente: com angústia de já não conseguir ignorar a essência da maldade humana.  O psiquiatra Peck demonstrou os danos que muitas pessoas provocam nas vidas de quem as rodeia. Isso mete medo, saber “ler” comportamentos desviantes, ou melhor, comportamentos assassinos. Para quem o leu, tenho a certeza que também se transformou num angustiado!

Não conseguindo fugir a essa realidade e mais, reconhecendo a a influência que exerceu no meu ser, escrevo com regularidade no blog sobre o tema – Anatomia da destrutividade humana, título que tirei de um outro livro que aborda a mesma temática: o mal.

A ampliação da violência e da destrutividade em escala nacional e mundial não constitui surpresa para os leitores reflectivos da bíblia, eles sabem que os animais também possuem uma grande carga de agressão defensiva, não são assassinos nem torturadores, aliás, se o homem fosse dotado apenas da agressão biologicamente adaptativa, o homem seria um ser relativamente pacífico, mas não, o homem mata; elimina e tortura membros da sua espécie sem qualquer motivo, e outros por puro prazer.

Assassinar não é só matar fisicamente. Entendido?

Este vídeo que os hóspedes do Quarto podem ver, mostra que alguns instintos, não servem directamente à sobrevivência física, são fortes e cria para si mesmo o drama da destruição. Por conseguinte, suporta-se o constante barulho dos motores dos aviões, mas a má educação moldada pelo meio ambiente, ou seja, factores sociais e culturais opostos é respondido com agressão. Ainda há gente por aí a acreditar que a “boa sociedade” irá criar o homem bom, ou antes, iria permitir que a bondade natural do homem se manifestasse.

Dedicando este vídeo ao Gui, Sarita e companhia limitada…

por Manuel Rodrigues

Anatomia da destrutividade humana

À medida que as gerações passam, vão-se tornando piores. Tempo virá em que se mostraram tão perversas que passarão a adorar o poder; o poder será para elas o direito, e a reverência ao bem deixará de existir. Finalmente, quando nenhum homem se mostrar mais irado perante as más ações ou não se sentir mais envergonhado na presença do miserável, Zeus também as destruirá. E, não obstante, mesmo assim, alguma coisa devia ser feita, ainda que fosse a sublevação dos humildes para derrubar os governantes que os oprimem.

Mito grego sobre a Idade do Ferro

 

 

 

 

 

 

 

 

Caim e Abel (Simon Vouet e Pietro Novelli, 1620)

 

Tentei de novo…

Nunca na minha vida havia visto escuridão assim.”

Knut Hamsun

É uma leitura de difícil digestão! Considerado um clássico da literatura mundial, “A fome” de Knut Hamsun, retrata a miséria extrema dum homem que deambula pelas ruas de Kristiana  (actual Oslo). A acção decorre nos finais do século XIX e tem como tema a miséria a vagabundagem, a solidão e o amor próprio.

Ler sobre a miséria é banal! Estatísticas, descrições físicas, factores sociais e económicos, compõem o quadro. Mas Knut sai da superficialidade, entra no protagonista, a Fome. O narrador, um jovem escritor, não têm nome, é apenas uma identidade que procura o seu lugar no mundo. Mas a Fome persegue como sombra, oferecendo-lhe a o delírio, violentas variações de humor e alucinações.

A peça exibida retrata uma das passagens meditabundas.

“- Ah! Não queria ter a bondade de dar-me um osso para o meu cão? – perguntei. – Apenas um osso, não precisa de ter mais nada, só para ele ter alguma coisa que levar à boca.

Deram-me um osso, um ossinho esplêndido, que ainda tinha agarrado alguma carne e eu meti dentro da sobrecasaca. Agradeci ao homem tão fervorosamente, que ele ficou a olhar pasmado. (…) Entrei furtivamente na passagem Smedgangen o mais fundo que pude chegar e parei diante de um portão deteriorado, junto ao pátio traseiro (…) Pus-me a roer o osso. O osso não sabia a nada, mas soltava um cheiro áspero a sangue e tive de vomitar logo a seguir. Tentei de novo. Se ao menos conseguir aguentá-lo no estômago, faria decerto algum efeito. Mas voltei a vomitar. Zanguei-me e mordi a carne com brusquidão, arranquei um pedacinho e engoli-o violentamente. Não serviu de nada. (…) Cerrei os punhos com louca exasperação, desatei a chorar desamparado. (…) Chorei, vi o osso molhado e sujo pelas lágrimas, vomitei, praguejei e voltei a roer…”  Hamsum, 2008

Texto deManuel Rodrigues