Paulo Santos, o talibã que tentou matar o rei do Afeganistão em Roma e dizia pertencer à al-Qaeda, é um dos dez portugueses residentes na Etiópia. Abdullah Yusuf, nome que Paulo Santos adoptou depois de se converter ao islamismo, foi «viver para a cidade muçulmana por excelência da Etiópia que é Harar».
«Casou com uma muçulmana, tem passaporte português, é bem- falante e não tem ar de terrorista», disse à Lusa o embaixador português no país, acrescentando que Paulo Santos trabalha nos negócios do sogro.
Segundo o embaixador, Luís Santos foi algumas vezes à embaixada de Portugal na capital etíope de Addis Abeba, uma delas para renovar o passaporte, e costuma deslocar-se a Portugal, onde é proprietário de dois prédios.
Paulo José Almeida Santos foi investigador do Instituto Superior Técnico, converteu-se ao islamismo em 1990 na Turquia, diz que pertenceu à al-Qaeda e a tentativa falhada de assassínio do antigo rei do Afeganistão em 1991 foi uma das missões que a rede terrorista lhe atribuiu.
A tentativa de homicídio valeu-lhe oito anos de prisão num estabelecimento prisional de alta segurança em Roma, de onde saiu em Dezembro de 1999, tendo ido viver para a Etiópia, onde actualmente trabalha nas empresas do sogro ligadas aos transporte e construção civil.
Numa entrevista dada ao semanário Expresso em Abril de 2002, garantiu que não participou nos atentados de 11 de Setembro e considerou um erro a utilização de aviões e o ataque às Torres Gémeas, defendo que o atentado deveria ter sido contra as instalações da CIA.
fonte: IOL Diário