marechal Paul von Hindenburg

General alemão (1847/10/02-1934/08/02) nascido em Posen (hoje Poznan, Polónia). Foi segundo presidente da República de Weimar. Foi educado na escola de cadetes de Berlim; entrou no exército prussiano em 1866, onde esteve cerca de 40 anos, servindo na Guerra das Sete Semanas e na Guerra Franco-Prussiana. No início da Primeira Guerra Mundial, em agosto de 1914, já retirado da vida militar, aceitou comandar o Oitavo Exército Alemão na fronteira russa. Ele e o general Erich Ludendorff conseguiram uma estrondosa vitória sobre os russos na batalha de Tannenberg; nomeado marechal de campo em 1916, torna-se, com o mesmo Ludendorff, responsável pela direção de todas as forças alemãs. Em março de 1917, Hindenburg estabeleceu um sistema de trincheiras através do Norte de França, conhecido pelo nome de “Linha de Hindenburg”, só ultrapassado pelos Aliados em outubro de 1918. Depois da guerra, retirou-se do exército pela segunda vez. Em 1920, nas suas memórias (em inglês Out of my life), explica que a derrota alemã na guerra deveu-se a uma revolução interna que pôs fim ao império alemão e estabeleceu a república em 1919. Em 1925 foi eleito presidente da República e, apesar de pretender a unidade da Alemanha, promoveu os interesses dos junkers prussianos, isto é, a aristocracia terratenente. Em 1932 voltou a concorrer às eleições presidenciais como o único candidato capaz de derrotar o partido nazi de Adolf Hitler, o que veio a acontecer; contudo, em 30 de janeiro de 1933, Hindenburg viria a nomear Hitler chanceler, a quem o Reichstag (Parlamento) viria a dar poderes ditatoriais; a partir de então, Hindenburg era uma simples figura decorativa no Governo germânico.

fonte: infopédia

Le jardin du Mayeur

“a grande eminência parda do país”

Erich von Ludendorff, general prussiano, nascido em 1865 e falecido em 1937, foi o chefe do Estado-Maior de Hindenburg na frente leste da Primeira Guerra Mundial e, em 1916, foi para a frente ocidental depois da derrota da ofensiva de Verdun. Planeou o último grande ataque alemão em 1918, mas foi derrotado por Foch nesse mesmo ano. Defendeu a via das negociações e não da rendição. Em 1920, participou no golpe de Estado de Kapp e de Hitler, em 1923, em Munique. Chegou mesmo a ser um candidato presidencial do Partido Nazi em 1925. Fundou um pequeno partido após a sua derrota nas eleições.

fonte: Infopédia

“Começou a guerra. A Alemanha declarou guerra à França.”

Keith Thompson ilustra  a Europa de forma completamente diferente e dividindo-a entre clankers, as potências centrais que usam armas bélicas mecânicas, e darwinistas, os aliados que criam criaturas vivas para combater. 

Por exemplo, está disponível um mapa da Europa em 1914, em que todos os países foram personificados. A Suíça é um pequeno relógio à espera que tudo aconteça, ou deixe de acontecer: o eterno território neutro. A Itália é um ninho de cobras que nunca se considerou verdadeiramente aliada, procurando apenas o seu próprio interesse. O Reino Unido é um leão de guerra com um capacete imperialista romano, rodeado das riquezas do seu império. Olhando para Portugal, pensamos a princípio que se trata de um mocho sábio na cauda do continente: desenganem-se, somos descritos na explicação lateral da ilustração como um papagaio que repete o discurso dos aliados e tenta convencer a Espanha a entrar em guerra.

Fonte: Obvius

“Os populares saíram em massa à rua para festejarem a vitória da República”

“Na manhã do dia 5 [de Outubro de 1910], os líderes do movimento republicano subiram à varanda da Câmara Municipal de Lisboa e, perante um vasta e eufórica multidão que se concentrara na Praça do Município, José Relvas proclamou a República em Portugal.”

José Rodrigues dos Santos, in A Filha do Capitão

“O Quartel do Pópulo dominava a grande praça…”

 

Igreja do Pópulo é uma igreja na Praça Conde de Agrolongo em Braga, Portugal.  Está incluída no Convento do Pópulo  e onde se venera a imagem da virgem da Igreja de Santa Maria del Popolo em Roma. 

A construção de todo o conjunto arrastou-se do século XVI ao século XIX. O início foi em 1596 por iniciativa do arcebispo D. Frei Agostinho de Jesus e Castro.

Grande parte do edifício (incluindo a fachada) foi reconstruído nos finais do século XVIII com projecto de autoria do arquitecto Carlos Amarante. 

Em 1834, com a extinção das ordens religiosas passou para as mãos do Estado. Em 1841 o convento passou a acolher um Regimento de Infantaria. Actualmente é um dos edifícios da Câmara Municipal de Braga.

Fonte: Wikipédia

 

Como Virar a Pagina de um Jornal?

Um artista nova-iorquino engendrou uma forma curiosa de virar uma página de jornal. O complexo mecanismo usa princípios da química e da física de uma forma criativa. O vídeo é um sucesso no Youtube.

O mecanismo engendrado por Joseph Herscher é, provavelmente, uma das formas mais difíceis de virar uma página. Mas é um exercício de criatividade, paciência e rigor que faz jus às chamadas máquinas Rube Goldberg, que tanto apaixonam este artista nova-iorquino.

A acção começa quando Joseph Herscher pega numa caneca para beber. Desencadeia um processo que tem componentes mecânicas e químicas, como a reacção que ocorre quando umas gotas de glicerina são derramadas sobre um pavio embebido em potássio, que pega fogo, dando sequência a uma reacção mecânica.

O fogo aquece um líquido que, ao evaporar, se condensa numa esponja, que cede ao peso, dando continuidade à reacção em cadeia.

Um computador portátil, ao cair, liga um secador de cabelo, que obriga um hamster a deslocar-se na gaiola, accionando, assim, a sequência final, que termina com um rolo de fita-cola a deslocar-se na mesa para virar a folha do jornal.

Nascido em Nova Iorque, EUA, e criado na Nova Zelândia, Joseph Herscher é filho de um pianista de jazz neozelandês e de um músico de Nova Iorque.

Instrumentista de clarinete, Joseph Herscher tem estudos abrangentes, que vão desde o Desenho Industrial à Matemática e Ciência Computacional.

O artista divide o tempo entre as expressões artísticas e o desenho de programas para iPhone, iPad e Internet e a paixão pelas máquinas de Rube Goldberg, engenhos desenhados propositadamente para efectuar tarefas simples de uma forma complexa.

Fonte: Jornal de Notícias

Homens da Luta – “Na loja do senhor Maçon”

White Lies – Death

Música que encaixa perfeitamente no romance: A Filha do Capitão, de José Rodrigues dos Santos

White Lies é uma banda inglesa de rock alternativo, formada em 2007.  A faixa “Death” é do 1º álbum “To Lose My Life”  lançada no ano 2009.

“Death” é uma melodia que dá a sensação de nos afastarmos devagar, como se fugisse dum túnel longínquo. 

por Manuel Rodrigues

“Uma espingarda Lebel a tiracolo”

Espingarda modelo Lebel de 1886 da  infantaria francesa. Um modelo muito inovador com o seu cartucho de 8 milímetros usada na 1 ª Guerra Mundial, embora já  ultrapassada pela alemã Mauser G98, e SMLE britânica em termos de rapidez de fogo. Este exemplo em particular foi feita no Saint Etienne Armoury na França, e vem completo com sling de couro do tipo correto, e também uma baioneta cruciform estilo original e bainha com sapo. 

Sophie Tucker – “Some of these days”

Música que encaixa perfeitamente no romance, A Filha do Capitão de José Rodrigues dos Santo

Cantada por Sophie Tucker a plenos pulmões, “Some of these days” é daquelas músicas burlescas que encanta a alma do artista. Gravada em 1911, esta canção foi um sucesso e encaixa perfeitamente como banda sonora no romance A Filha do Capitão de José Rodrigues dos Santos.

por Manuel Rodrigues

Compotier et verre, de Georges Braque

Geoger Braque (1882-1963) Fruteira, garrafa e um vidro, 1912 

L’Oiseau bleu, de Metzinger

O Pássaro Azul, 1913 por Jean Metzinger

É uma pintura pertencente ao movimento avant-garde do cubismo analítico, sendo este movimento localizado entre Cézanne e do cubismo sintético. Este óleo sobre tela é preservada no Museu de Arte Mordern em Paris. Podemos considerar esta pintura como tanto um género de cena com a presença de dançarinos e uma paisagem pela presença de elementos naturais como o mar, árvores, pássaros.  Este trabalho é de um ano antes da Primeira Guerra Mundial durante o período de industrialização. Para falar desta tabela eu vou falar em primeira instância, de um espaço não-estruturados, em seguida, numa segunda fase dos temas que inspiraram Jean Metzinger. Olhando para o pássaro azul , podemos ver que ‘espaço é difícil de ler. Esta dificuldade é causada pela falta de perspectiva de profundidade, diretamente. Esta ausência é um dos princípios do cubismo analítico. No entanto, quando olhamos de perto, percebemos a profundidade através de fragmentos de objetos . Na verdade, a desintegração dos elementos da matriz, destaca vários planos que mostra algumas parcelas de profundidade de objetos , corpos, ou elementos naturais abaixo ou acima de outros elementos que podem fazer-nos dizer que Se há um plano, um segundo …. etc Embora esses planos em questão será definido de forma diferente pelos espectadores diferentes. A repetição de itens enfatiza a assimetria da obra.     Outro princípio do cubismo é garantir que o espectador é perdido ao tentar ler esta obra. Como a famosa obra de Georges Braque é um dos dois antecessores do cubismo movimento de 1908, quando os olhos do público é perdida pelas diferentes visões do trabalho. Aqui é o mesmo princípio. Na verdade, podemos ver vários … 

fonte: Dissertations gratuites

João Pedro Pais – “Sempre hoje”

Música que encaixa perfeitamente no romance, A Filha do Capitão de José Rodrigues dos Santos

Sempre hoje” é uma música de João Pedro Pais que faz parte do álbum “Na Palma da Mão” de 2008, 

“Impotente, cornudo, fornicador, louco. Não sei se é verdade (…) Pelo menos comilão é ele. Viste-lhe a pança?”"


O desenhador Alfredo Cãndido retrata, em 1906, o rei D. Carlos como um “albergue espanhol”, que acolhe os vários partidos monárquicos, que se sucedem, rotativamente, no poder. Ao mesmo tempo, o rei é apresentado na sua faceta boémia e a capa em que se envolve já vai rota.

fonte: Fundação Mário Soares

“O Grupo Sport Lisboa nasceu nesta farmácia”

Chamo-me Sport Lisboa, do lado da mãe, e Benfica, da parte do pai. Nasci em Belém a 28 de Fevereiro de 1904, no seio de uma família humilde, na Farmácia Franco. Posso afirmar que tive uma infância feliz, com o convívio de vários companheiros pertencentes à «Associação do Bem», embora materialmente difícil, na medida em que fui obrigado a mudar de casa por diversas ocasiões. Nessa altura, mas também nos anos vindouros, eram habituais as exigências do senhorio da época. Foram dias, meses, anos e décadas a batalhar por mais um bocado de cimento, mais um pedaço de relva, com o céu estrelado a cobrir o sonho terreno. Tempos complicados, em que (muitas vezes) não tínhamos roupas para nos vestir, ou água quente para nos lavarmos. Só uma vida de trabalhos, mascarada pelo esforço de coragem de todos os que ousaram sonhar, tornaram possível que o meu nome fosse admirado e reconhecido por milhões.

Vida diferente teve o meu irmão. Nascido em 1906, da mesma mãe Lisboa, abraçada pelo Tejo, mas de outro pai, senhor ilustre e respeitado pelos seus pares, a sua infância e juventude foi muito mais generosa. Desde cedo, nunca teve de sofrer as agruras de uma existência marcada por condicionalismos materiais. Se a memória não me atraiçoa, recordo-me das elitistas partidas de ténis entre nobres convivas e, também, dos chás dançantes onde senhoras esbeltas de alta sociedade rodopiavam naqueles magníficos palacetes, ali para os lados de Alvalade. Era difícil, às gentes da terra, não ficarem deslumbradas com o brilho e charme emanado pelo meu irmão. Por isso, custa-me a entender, passados todos estes anos, o porquê de tanto ciúme e inveja. Talvez porque, com muito esforço, soube trilhar o caminho das vitórias. Sempre tive quem olhasse por mim, com paixão redobrada.

fonte: Catenaccio

Equipa de 1904/1906.

Gosto particularmente da descontracção dos jogadores. As pernas cruzadas, o encostar na parede, o “estar de lado” e o facto de o equipamento do guarda-redes ser exactamente igual ao dos jogadores de campo.

Christiane Martel escolhida para representar a Agnès.


“A flor tinha desabrochado, revelando uma mulher atraente, de traços finos e elegantes, olhar doce e sorriso delicado. Não era de uma beleza espampanante, daquelas em que os homens viravam a cabeça quando viam fêmea opulenta entrar no café e a contemplavam com gula, salivando grotescamente, o desejo em escaldante erupção. Os seus atrativos eram antes outros, mais discretos e graciosos, tornava-se necessário fixar-lhe o rosto para lhe descobrir os sedutores olhos hipnóticos, verdes e penetrantes, a que se juntavam as linhas perfeitas e os lábios carnudos. Tratava-se de uma daquelas mulheres que não despertavam uma imediata e animalesca volúpia sexual, mas uma terna e incurável paixão platónica.”

José Rodrigues dos Santos, in A Filha do Capitão.

No meu imaginário a Christiane Martel encaixa perfeitamente na personagem Agnès do romance, A Filha do Capitão

Bon Jovi – Always

Andy McKee – Drifting

“Mosteiro de Tibães, um belo complexo com claustros e jardins erguido do século XI”

Fundado em finais do século X, inícios do XI, foi reconstruído no último terço do século XI, transformando-se, com o apoio real e a concessão de Cartas de Couto, num dos mais ricos e poderosos mosteiros do norte de Portugal.

Com o Movimento da Reforma e o fim da crise religiosa dos séculos XIV a XVI, o Mosteiro de S. Martinho de Tibães assiste à fundação da Congregação de S. Bento de Portugal e do Brasil, torna-se Casa Mãe de todos os mosteiros beneditinos e centro difusor de culturas e estéticas.
A importância do Mosteiro de Tibães mede-se, também, pelo papel que desempenhou como autêntico “estaleiro-escola” de um conjunto de arquitectos, mestres pedreiros e carpinteiros, entalhadores, douradores, enxambradores, imaginários e escultores, cuja produção activa em todo o Noroeste peninsular ficou ligada ao melhor do que se fez na arte portuguesa dos séculos XVII e XVIII. E é no desempenho deste papel que o velho mosteiro românico vai ser sacrificado.Vastas campanhas de reconstrução e ampliação, de decoração e redecoração, que decorreram nos séculos XVII e XVIII e lhe deixaram marcas estilísticas que vão do maneirismo tardio ao rocaille, vão transformá-lo numa bela peça arquitectónica de grandes dimensões e num dos maiores e mais importantes conjuntos monásticos beneditinos portugueses, peça chave na rede monástica da Ordem de S. Bento do Noroeste peninsular.
Com a extinção das ordens religiosas em Portugal, em 1833-1834, é encerrado e os seus bens, móveis e imóveis, começados a vender em hasta pública, processo que só terminará em 1864 com a compra do próprio edifício conventual. Desafecto das suas funções iniciais, com excepção das litúrgicas, parcialmente cumpridas pelo templo, desde logo entregue à Igreja e a funcionar como Paróquia, o Mosteiro de S. Martinho de Tibães virá a assistir, sobretudo a partir dos anos setenta do nosso século, à delapidação dos seus bens, à ruína, ao abandono.

Adquirido pelo Estado Português em 1986, logo se iniciou um projecto de recuperação que, através das obras “de salvação” prioritárias e de intervenções provisórias no Edifício e na Cerca, deu os seus frutos permitindo oferecê-lo à fruição pública, dinamizá-lo culturalmente e conceber a sua reutilização.

fonte: Guia cidade de Braga

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